Pedro Alliana, de 52 anos, tomou posse como presidente do Paraguai na noite de sexta-feira (6), poucas horas depois de o Senado destituir Santiago Peña por impeachment. Até então vice-presidente, Alliana assumiu o comando do país em uma cerimônia no Congresso Nacional, em Assunção, e deverá concluir o mandato previsto para terminar em agosto de 2028.
A mudança no governo ocorreu em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, que deixou milhões de clientes com dificuldades para acessar suas contas e desencadeou protestos no país. Peña foi afastado após parlamentares apontarem irregularidades e conflitos de interesse relacionados à instituição financeira.
Novo presidente promete medidas para clientes do Ueno Bank
Em seu primeiro discurso como presidente, Alliana afirmou que a população atingida pela crise bancária não será abandonada. Ele prometeu determinar ações imediatas para ressarcir os clientes prejudicados, com atenção especial às famílias em situação mais vulnerável.
O novo mandatário também defendeu transparência na administração pública e disse que o país precisa de respostas concretas, especialmente nas áreas de saúde, emprego e assistência à população.
Em uma mensagem publicada nas redes sociais neste sábado (7), Alliana afirmou que assume a Presidência com humildade e responsabilidade. Ele reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo Paraguai e pediu serenidade para atravessar a crise.
Asumo la Presidencia de la República con humildad, responsabilidad y un profundo compromiso con todos los paraguayos.
— Pedro Alliana (@AllianaPedro) November 7, 2026
Congresso escolhe Antonio Barrios para a Vice-Presidência
A posse de Alliana também abriu uma vaga na Vice-Presidência. Para ocupar o cargo, deputados e senadores elegeram Antonio Barrios por unanimidade, em votação realizada no Congresso Nacional.
Barrios renunciou ao mandato de senador antes de assumir a nova função. Em seu discurso, prometeu apoiar o presidente e apontou a saúde pública como uma das prioridades da administração.
Os dois permanecerão nos cargos até o encerramento do atual período presidencial, em 2028.
Impeachment encerrou governo de Santiago Peña
A destituição de Peña foi aprovada pelo Senado na sexta-feira, depois de a Câmara dos Deputados dar início ao processo de impeachment. O ex-presidente havia apresentado um pedido de renúncia, mas o Congresso deu continuidade ao julgamento político.
Peña é acusado por parlamentares de conflitos de interesse e irregularidades na supervisão do Ueno Bank. Ele foi acionista do grupo ligado à instituição até março de 2025, mas nega ter cometido ilegalidades.
Após a destituição, o ex-presidente foi colocado sob prisão domiciliar. Neste sábado (7), compareceu ao Ministério Público para prestar esclarecimentos. As acusações criminais ainda estavam sendo definidas pelas autoridades paraguaias.
Pedro Alliana pertence ao Partido Colorado, a mesma legenda de Peña. Antes de chegar à Vice-Presidência em 2023, foi deputado por dez anos, governou o departamento de Ñeembucú e presidiu o partido. Agora, terá de administrar os efeitos da crise bancária e a transição política até o fim do mandato.
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