O Ministério Público do Paraguai ordenou nesta sexta-feira (6) a prisão do ex-presidente Santiago Peña e de Carlos Carvallo, que comandou o Banco Central do país. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, horas depois de Peña ser destituído da Presidência por impeachment.
A medida ocorre em meio às investigações sobre o colapso do Ueno Bank, instituição financeira que mantinha vínculos com o ex-presidente e concentrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos. A crise deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas e provocou uma onda de protestos no Paraguai.
Peña é investigado por suspeitas de lesão de confiança e outras possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de dinheiro público no banco. Carvallo, que presidiu a instituição financeira antes de assumir o Banco Central, também é alvo das investigações sobre a atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização do Ueno.
A defesa de Peña nega a existência de irregularidades. Até a última atualização, não havia confirmação de que as ordens de prisão contra os dois investigados tivessem sido cumpridas.
Ordem de prisão ocorre após impeachment de Santiago Peña
Mais cedo, o Senado paraguaio aprovou por 44 votos a zero o impeachment de Santiago Peña, encerrando seu mandato em meio à crise bancária. A Câmara dos Deputados havia aprovado a acusação contra o então presidente na quinta-feira (5).
Peña chegou a apresentar sua renúncia antes do julgamento, mas o Congresso não concluiu a análise do pedido e decidiu dar continuidade ao processo de impeachment.
O escândalo começou a ganhar proporções nacionais após o Banco Central intervir no Ueno Bank por problemas de solvência. A instituição administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores ligados à previdência social.
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do Paraguai e concluir o mandato presidencial até agosto de 2028. As investigações criminais sobre o caso Ueno Bank continuam.
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