A criação de empregos com carteira assinada no Brasil caiu 43,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram abertas 121.305 vagas formais, contra 214.609 em setembro de 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado é o pior para setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. No mês, o país registrou 2.214.437 contratações e 2.093.132 desligamentos, uma diferença de pouco mais de 121 mil postos.
A perda de ritmo também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, o saldo ficou em aproximadamente 1,24 milhão de empregos formais, abaixo dos cerca de 1,7 milhão registrados no mesmo período de 2025. O desempenho dos nove primeiros meses também é o menor desde 2020, quando o mercado de trabalho sofreu os efeitos da pandemia de covid-19.
O total de vínculos formais ativos no país chegou a 48,3 milhões em setembro.
Agropecuária fecha vagas; serviços lideram contratações
Quatro dos cinco grandes setores da economia terminaram setembro com mais admissões do que demissões. O setor de serviços respondeu pela maior parte das vagas, com saldo positivo de 81.241 postos. Em seguida aparecem a indústria, com 19.285, o comércio, com 15.697, e a construção civil, com 9.468.
A agropecuária foi o único setor com resultado negativo, encerrando 4.381 postos de trabalho com carteira assinada.
Entre as regiões, o Nordeste apresentou o maior saldo, com 49.142 novas vagas, seguido pelo Sudeste, com 39.404. O Norte registrou 14.748 postos, enquanto o Sul teve 9.949 e o Centro-Oeste, 7.894.
Salário médio de contratação recua
O salário médio real dos trabalhadores admitidos em setembro ficou em R$ 2.429,41, ligeiramente abaixo dos R$ 2.430,51 registrados em agosto. Em relação a setembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.384,50, houve aumento real de 1,88%.
Os números do Novo Caged consideram os vínculos de trabalho formal. Já a pesquisa de emprego do IBGE, que também abrange trabalhadores informais, apontou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro.
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