Fachin mantém prisão de cunhado de Vorcaro e nega pedido de domiciliar

Presidente do STF considera que Fabiano Zettel ainda pode comprometer as investigações do Banco Master; defesa alegou razões familiares para pedir a soltura

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Fabiano Zettel, de barba e cabelos curtos, posa com os braços cruzados e tatuagens à mostra, diante de uma janela com vista para montanhas.
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, teve a prisão preventiva mantida pelo ministro Edson Fachin, do STF, no âmbito das investigações sobre o Banco Master (Foto: Divulgação)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou nesta quinta-feira (5) o pedido de soltura de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário também teve negado o pedido de prisão domiciliar e continuará detido no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo.

Na decisão registrada na Petição 15.556, Fachin considerou que a prisão preventiva continua necessária diante do risco de interferência nas investigações. O ministro também entendeu que medidas alternativas, como monitoramento eletrônico e outras restrições, não seriam suficientes.

STF vê risco de interferência nas investigações

O presidente do STF acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a manutenção da prisão. Segundo o Ministério Público, existem indícios de que Zettel ocupava uma posição de destaque na organização criminosa investigada pela Polícia Federal.

A investigação relaciona o empresário à estrutura conhecida como “A Turma”, suspeita de monitorar adversários, obter informações sigilosas e praticar atos de intimidação a serviço dos interesses de Vorcaro.

Para Fachin, a passagem do tempo não eliminou os riscos que fundamentaram a prisão preventiva. O ministro considerou que a liberdade do investigado poderia prejudicar a coleta de provas e o andamento das apurações.

Pedido de domiciliar citou nascimento de filhos gêmeos

A defesa de Zettel havia solicitado a revisão da prisão preventiva em agosto e reiterado o pedido em setembro. Os advogados também argumentaram que o empresário deveria receber prisão domiciliar por razões humanitárias, citando o nascimento de seus filhos gêmeos e questões relacionadas à saúde da esposa.

Fachin, porém, entendeu que a defesa não apresentou provas suficientes de que a família estivesse sem uma rede de apoio para cuidar das crianças e da mãe.

O ministro também afastou a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares menos rigorosas. Dessa forma, manteve a detenção do empresário enquanto prosseguem as investigações.

Zettel está preso desde março, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e outros crimes ligados ao Banco Master. A decisão sobre sua prisão é cautelar e não representa uma condenação definitiva.

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