As ações da Petrobras encerraram esta sexta-feira (6) com queda de aproximadamente 14,5% na semana, registrando o pior desempenho semanal desde fevereiro de 2021. A forte desvalorização acompanha o recuo do petróleo no mercado internacional, em meio às expectativas de avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Os papéis preferenciais da estatal (PETR4) fecharam o pregão cotados a R$ 45,07, depois de serem negociados a R$ 52,71 na sexta-feira anterior (30). A perda acumulada foi de 14,53%. As ações ordinárias (PETR3) também sofreram forte queda, passando de R$ 60,01 para R$ 51,29 no mesmo período.
A sequência de baixas representa a maior desvalorização semanal da companhia em quase seis anos. Em fevereiro de 2021, as ações da Petrobras chegaram a perder mais de 20% em poucos pregões, durante uma crise envolvendo a política de preços dos combustíveis.
Queda do petróleo pressiona ações da Petrobras
Um dos principais fatores por trás das perdas foi a desvalorização do petróleo Brent, referência internacional para o setor. Na quarta-feira (4), a commodity caiu cerca de 8%, chegando a US$ 95,24 por barril.
O recuo ocorreu em meio às expectativas de redução das tensões no Oriente Médio e de avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã. Com a possibilidade de diminuição dos riscos para o fornecimento mundial de petróleo, os preços da commodity perderam parte da valorização acumulada durante o conflito.
A queda atingiu também outras empresas do setor de petróleo e gás negociadas na Bolsa brasileira. Para a Petrobras, a redução do preço internacional do barril influencia as expectativas de receitas e de geração de caixa, aumentando a pressão sobre suas ações.
Petrobras divulgará resultados do terceiro trimestre
Após uma semana de perdas expressivas, o mercado aguarda a divulgação do balanço financeiro da Petrobras referente ao terceiro trimestre de 2026, prevista para terça-feira (10). A companhia realizará uma apresentação dos resultados aos investidores na quarta-feira (11).
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