Venezuela bombardeia guerrilha, deixa ao menos 19 mortos; militar cita ajuda da CIA

Ataque com helicópteros e drones atingiu acampamento do ELN na fronteira com a Colômbia; EUA e Venezuela não se pronunciaram

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Militares uniformizados e armados próximos de caminhonetes em uma estrada de terra cercada por vegetação.
Forças Armadas da Venezuela bombardearam acampamento de guerrilha colombiana em operação que deixou ao menos 19 mortos. Foto: Reprodução/X.

As Forças Armadas da Venezuela bombardearam um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha colombiana, e deixaram ao menos 19 mortos no Estado de Apure, próximo à fronteira com a Colômbia. A operação ocorreu na sexta-feira (30) e teria recebido apoio da inteligência dos Estados Unidos, conforme o relato de um militar ligado à ofensiva.

O número de mortos aumentou depois das primeiras informações sobre o ataque. A organização não governamental Fundaredes havia registrado nove vítimas. No sábado (31), um representante da entidade comunicou à agência AFP a localização de outros dez corpos, elevando o total a pelo menos 19.

Helicópteros e drones participaram do bombardeio contra o acampamento, instalado em uma região de mata fechada. Um militar ligado à operação afirmou à AFP que agentes norte-americanos ajudaram as forças venezuelanas. “Pessoas da CIA (agência de inteligência dos EUA) e do FBI (polícia federal norte-americana) nos ajudaram”, declarou. Segundo ele, a ordem também partiu dos Estados Unidos.

A informação sobre a participação norte-americana não recebeu confirmação oficial. Os governos da Venezuela e dos Estados Unidos não haviam se pronunciado sobre o bombardeio nem sobre o suposto apoio das duas agências de inteligência.

A Fundaredes divulgou imagens da área atingida, com árvores derrubadas, destroços e o que seriam restos mortais. Em publicação nas redes sociais, a organização alertou para relatos de mortos e feridos em Buena Vista del Meta, no Estado de Apure.

O ataque ocorre em uma região marcada pela presença de grupos armados colombianos, como o ELN, ao longo dos cerca de 2,2 mil quilômetros de fronteira entre os dois países. Essas organizações atuam em atividades ilegais, incluindo narcotráfico e mineração clandestina.

Durante anos, a Colômbia acusou o governo chavista de permitir a presença dessas organizações em território venezuelano. A ofensiva ocorre em um contexto de aproximação entre Caracas e Washington desde janeiro, depois que forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro. A declaração do militar sobre a ajuda da CIA e do FBI, porém, permanece sem confirmação dos governos envolvidos.

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