Uma operação policial contra o tráfico humano e crimes sexuais envolvendo menores terminou com 281 pessoas presas na região de Orlando, na Flórida. Entre os detidos estão 13 funcionários da Disney World e quatro da Universal Studios. Sete desses trabalhadores são acusados de crimes sexuais contra menores.
Um dos casos destacados pela polícia envolve Colin Klaco, de 24 anos, que já trabalhou interpretando o personagem Mickey Mouse na Disney. O xerife Grady Judd afirmou que o suspeito “era fissurado em fraldas” e que os agentes apreenderam com ele duas mochilas cheias do produto.
Durante a apresentação dos resultados, Judd descreveu a voz fina e estridente de Klaco, chegou a fazer um gesto para indicar sua altura e disparou: “talvez seja a pessoa mais doente e nojenta que já prendemos”.
Outro funcionário foi preso enquanto usava o uniforme da Disney. Segundo o xerife, ele seguia para um encontro armado pela polícia com um investigador infiltrado que se passava por um menino de 13 anos.
A operação também alcançou o treinador principal do Davenport Titans, equipe esportiva que atende crianças e adolescentes de 11 a 14 anos. De acordo com Judd, o homem acreditava que encontraria uma menina de 14 anos. Um integrante da Marinha dos Estados Unidos também aparece entre os presos.
Batizada de Polk Around and Find Out II, a operação durou sete dias e atuou em duas frentes: o combate ao tráfico humano e a identificação de adultos que viajavam à região para encontros sexuais com menores. Judd apresentou os resultados na sexta-feira (30) e classificou a ação como a maior operação infiltrada já realizada por seu gabinete.
No balanço das 281 prisões, a polícia contabilizou 239 ocorrências relacionadas ao tráfico humano e 31 envolvendo suspeitos de crimes sexuais contra menores. As outras 11 detenções não tiveram suas circunstâncias especificadas.
O xerife afirmou que a Disney colaborou com a investigação e demitiu os funcionários envolvidos. A informação sobre as demissões foi apresentada por Judd.
Entre os presos, 32 estavam em situação migratória irregular, segundo a polícia. Desse grupo, 16 foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Judd também revelou que 24 suspeitos levaram armas de fogo aos encontros investigados e que nove estavam em liberdade condicional.
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