EUA sancionam empresas chinesas por apoio militar a Cuba e bloqueiam cinco navios

Governo Trump amplia pressão sobre Havana e atinge oito entidades e duas pessoas ligadas às estruturas econômica e militar do regime cubano

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Marco Rubio, de terno escuro e gravata azul-clara, fala durante um evento com fundo escuro.
Marco Rubio se pronunciou sobre as novas sanções dos Estados Unidos a Cuba, que também atingem fornecedores chineses (Foto de arquivo, 2016: Gage Skidmore/Wikimedia Commons — CC BY-SA 2.0)

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (5) novas sanções contra oito entidades e duas pessoas ligadas à estrutura econômica e militar de Cuba. Entre os alvos estão empresas chinesas que, segundo Washington, fornecem equipamentos militares e sistemas de vigilância ao regime cubano.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo de Donald Trump pretende interromper as redes de apoio estrangeiro que sustentam as forças militares de Havana. As medidas também atingem intermediários financeiros, empresas estatais e operações de transporte marítimo de petróleo.

Em manifestação pública, Rubio acusou o governo cubano de utilizar empresas estatais e intermediários no exterior para manter suas atividades. Segundo ele, a estrutura beneficia integrantes da elite militar enquanto a população enfrenta apagões, escassez de combustíveis e dificuldades econômicas.

Empresas chinesas entram na lista de sanções

Entre as companhias atingidas estão a China National Electronic Import and Export Company (CEIEC) e a Beijing H&C Technologies. O governo americano acusa as duas empresas de fornecer componentes e equipamentos de segurança às forças militares cubanas.

De acordo com o Departamento de Estado, a CEIEC manteve contratos para exportar componentes destinados a equipamentos militares de Cuba em 2026. Já a Beijing H&C Technologies teria participado do fornecimento de materiais por meio de uma empresa cubana anteriormente sancionada.

As acusações fazem parte da ofensiva de Washington contra a cooperação militar e tecnológica entre Havana e seus parceiros estrangeiros.

Sanções também atingem petróleo e transporte marítimo

O novo pacote alcança empresas ligadas ao transporte de petróleo e entidades cubanas responsáveis por importações e suporte técnico. Além disso, os Estados Unidos identificaram cinco navios associados às operações como propriedades bloqueadas.

Dois cidadãos cubanos também entraram na lista: Guillermo Faustino Rodríguez López-Calleja e Any Rodríguez Lastres. Segundo o governo americano, eles possuem ligações com redes empresariais e financeiras associadas ao regime.

As sanções bloqueiam bens e interesses patrimoniais dos alvos que estejam sob jurisdição americana. Também restringem transações realizadas por pessoas e empresas sujeitas às regras dos Estados Unidos.

Paralelamente, o Departamento do Tesouro ampliou a possibilidade de aplicar sanções a estrangeiros que atuem nos setores de eletrônicos, indústria, atividades marítimas e tecnologia da economia cubana.

A decisão integra a política de pressão do governo Trump sobre Havana, que Washington acusa de utilizar recursos econômicos e apoio estrangeiro para fortalecer suas estruturas militares.

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