A procuradora municipal Renata Pimentel Ribeiro, de Macaé, no Norte Fluminense, virou alvo de um inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro após publicar mensagens ofensivas contra nordestinos, mineiros e pessoas pobres. Em uma delas, dirigiu-se aos empresários: “Aconselho a todos os empresários, microempresários a não contratarem artistas, pobres nordestinos e mineiros”.
Renata também mandou mineiros deixarem Macaé e escreveu que eles “invadem feito tralha” o Espírito Santo. Em outra passagem, afirmou que nordestinos continuariam passando fome e buscando água em bicas, enquanto exaltava as próprias condições de vida. A procuradora ainda declarou que não faria políticas públicas para petistas.
Procuradora já havia defendido violência contra pessoas de esquerda
As publicações não foram as primeiras manifestações controversas da servidora. Em setembro, Renata escreveu no X uma mensagem em que atacava pessoas que classificou como nazistas de esquerda e defendia a violência contra elas. “Se eu pudesse metralhava a todos sem distinção”, afirmou. Na mesma publicação, também defendeu a morte de pessoas identificadas por ela como esquerdistas.
Prefeitura repudia declarações e encaminha caso para apuração
A Prefeitura de Macaé repudiou as declarações atribuídas à procuradora. Em nota, a administração municipal afirmou que manifestações individuais não representam os valores da cidade nem a conduta esperada dos servidores públicos. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral do Município, e as providências administrativas cabíveis passaram a ser analisadas pelos órgãos responsáveis.
O prefeito Welberth Rezende (Cidadania) também condenou as publicações. Ele classificou como inaceitáveis os ataques discriminatórios relacionados à origem, à condição social, à orientação sexual e ao posicionamento político, afirmando que atitudes dessa natureza não serão toleradas pela administração municipal.
Na tarde de quarta-feira (28), representantes sindicais e da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) registraram o caso na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as mensagens. Até a divulgação das informações, não havia sido registrado um posicionamento da procuradora sobre o caso.
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