Mulher entra em apartamento comprado em leilão e encontra corpo sobre a cama

Vizinhos acreditavam que a antiga moradora havia se mudado, mas a polícia suspeita que o corpo estivesse ali havia cerca de um ano

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Fachada de prédio residencial com muros e portão, associado ao caso do apartamento arrematado em leilão em Patos de Minas.
Mulher encontrou o corpo da antiga moradora em apartamento comprado em leilão, em Patos de Minas; polícia investiga as circunstâncias da morte — Foto: Reprodução.

Uma mulher encontrou o corpo da antiga proprietária de um apartamento que havia comprado em leilão, na quinta-feira (5), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. A vítima, identificada como Marilene de Fátima, de 53 anos, estava morta sobre uma cama, em avançado estado de decomposição.

Segundo informações da Agência Estado, a Polícia Civil de Minas Gerais suspeita que o corpo tenha permanecido dentro do imóvel por aproximadamente um ano. O apartamento estava organizado, e nada havia sido comunicado oficialmente sobre o desaparecimento da antiga moradora.

Durante esse período, vizinhos acreditavam que Marilene havia deixado a cidade. Ela teria comentado que pretendia se mudar para Varjão de Minas, município localizado a cerca de 75 quilômetros de Patos de Minas. A ausência prolongada, portanto, não havia despertado suspeitas suficientes para que a situação fosse descoberta antes.

Polícia encontra cartas e investiga causa da morte

Durante a perícia, foram encontradas diversas cartas atribuídas à antiga moradora. Os documentos foram recolhidos e passaram a integrar a investigação sobre as circunstâncias da morte.

A Polícia Civil informou que não foram identificadas lesões no corpo. Uma das hipóteses investigadas é a de intoxicação por medicamentos ou substâncias venenosas, mas ainda não há confirmação sobre o que provocou a morte.

Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML). Amostras de material biológico serão submetidas a exames laboratoriais em Belo Horizonte, que poderão ajudar a esclarecer o caso.

A corporação também informou que não havia registros anteriores de boletins de ocorrência relacionados ao desaparecimento de Marilene. A estimativa de que ela estivesse morta havia cerca de um ano ainda depende de confirmação pericial.

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