O Irã executou três homens neste domingo (8), condenados sob a acusação de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos contra o governo ocorridos em janeiro. As mortes foram anunciadas pelo Judiciário iraniano e divulgadas pela imprensa estatal.
As execuções se somam a uma série de penas de morte cumpridas pelo regime nos últimos meses, após as manifestações que atingiram o país. Entre os condenados estão pessoas acusadas de manter ligações com Israel e os Estados Unidos.
Hassan Dioband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh foram apontados pelas autoridades como participantes de ataques na cidade de Karaj. Segundo o Judiciário, eles usaram armas de fogo, granadas e coquetéis molotov, incendiaram instalações públicas e danificaram uma subestação elétrica, provocando interrupções no fornecimento de energia em algumas áreas.
As autoridades afirmam que Dioband foi preso em 11 de janeiro, após ser identificado como suspeito de ataques ao patrimônio público e de incentivar atos violentos. Na sequência, outras dez pessoas foram detidas sob a acusação de participar dos episódios sob sua orientação.
As condenações à morte foram confirmadas pela Suprema Corte iraniana antes de serem executadas. A Justiça também determinou o confisco dos bens dos três homens, procedimento que, segundo a agência Mizan, vinculada ao Judiciário, ainda estava em andamento.
Outros oito réus envolvidos no mesmo processo receberam penas de cinco a dez anos de prisão.
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