“Aluguei um triplex na cabeça do Lula.” Foi assim que Deltan Dallagnol respondeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o chamou de “picareta” durante o debate da TV Globo, na sexta-feira (23). O ex-procurador da Lava Jato, eleito senador pelo Paraná, publicou a provocação no X neste sábado (24) e ainda ironizou que o imóvel estaria na cabeça de Lula, mas pertenceria a um amigo dele.
A referência ao triplex do Guarujá retomou uma das acusações mais conhecidas da Operação Lava Jato. Na postagem, Dallagnol transformou a ofensa recebida no debate em uma provocação pessoal ao presidente.
A acusação de Lula começou em discussão sobre sigilos
O confronto ocorreu quando Lula e Flávio Bolsonaro discutiam patrimônio e a abertura dos sigilos dos candidatos. O presidente acusou Dallagnol de dificultar a entrega de documentos e de condicionar o procedimento à autorização de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dallagnol foi escolhido pela campanha de Flávio para analisar os documentos relacionados ao presidente. Na quinta-feira (22), o ex-procurador já havia usado sua atuação na Lava Jato para provocar Lula, lembrando a prisão do petista após os processos da operação.
Dallagnol retoma acusações da Lava Jato em vídeos
Depois do debate, Dallagnol publicou um vídeo em que mencionou o triplex do Guarujá, o sítio de Atibaia e um apartamento de São Bernardo do Campo. Ao citar imóveis registrados em nome de terceiros, voltou a questionar Lula e a rejeitar a acusação de que seria um “picareta”.
Em outra publicação, Dallagnol associou o confronto à disputa presidencial. O vídeo divulgado pelo senador eleito continha críticas a Lula e mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno, marcado para domingo (25).
A Lava Jato já havia sido usada como provocação eleitoral no debate anterior, realizado pela Band, quando Flávio mencionou Sergio Moro e Dallagnol diante de Lula, em episódio noticiado pelo 40graus.
Lula sempre negou as irregularidades relacionadas aos imóveis. As condenações do petista nos processos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia foram anuladas pelo STF. Em 2021, a Corte confirmou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar esses casos, restabelecendo os direitos políticos de Lula.
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