Pelo menos 33 pessoas morreram após bombardeios russos atingirem uma antiga escola utilizada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia, nesta segunda-feira (2). Mais de 50 pessoas ainda podem estar soterradas, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
As forças russas atacaram o local quando moradores recebiam mantimentos. Depois do primeiro bombardeio, outras nove bombas atingiram o abrigo onde civis haviam buscado proteção, de acordo com o governo ucraniano.
O espaço havia sido construído para permitir a continuidade das aulas durante a guerra, mas deixou de funcionar como escola com a aproximação dos combates. O porão reforçado, financiado com recursos da União Europeia, não resistiu à intensidade das explosões. Parte da estrutura desabou e um incêndio atingiu o prédio.
Zelensky classificou o ataque como “absolutamente horrível” e afirmou que as forças russas não poderiam desconhecer a distribuição semanal de ajuda humanitária naquele endereço. O presidente divulgou imagens da destruição na segunda-feira, quando o balanço de vítimas ainda era menor.
An utterly horrific Russian attack on the settlement of Komyshuvakha in the Zaporizhzhia region. Since this morning, the settlement has been hit several times by aerial bombs. The strikes targeted a school used for humanitarian purposes – people were receiving humanitarian aid there. After the first aerial bomb strike, there was a double-tap strike with nine more bombs, specifically targeting the shelter where people were taking cover. Tragically, 18 people have already been reported killed. My condolences to their families and loved ones. Five people have been injured. A rescue operation is underway at the site, and the search for people continues. It is extremely difficult. Military forces, first responders, and special services are involved.
The Russians could not have been unaware that every week, local residents who had remained in Komyshuvakha received humanitarian aid at that very location. And this is further proof that Russia wants no de-escalation and no real justice. After the humanitarian operation in Oleshky, there was a moment when the next steps could have shown that progress toward peace was possible. With these killings, Russia is sending an entirely opposite signal: Russia is counting on more killings. There must be a response to this – a response from the world. A strong and tough response. A response to Russia. And support for Ukraine. We must protect lives. Thank you to everyone who is helping!
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 2, 2026
Socorristas e policiais morreram durante os ataques
Os bombardeios também atingiram profissionais que participavam do atendimento às vítimas. Dois socorristas e quatro policiais morreram nos ataques posteriores, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Outros integrantes das equipes de emergência ficaram feridos.
As buscas continuaram nesta terça-feira (3), em meio ao risco de novos ataques. Equipes de resgate trabalham para localizar moradores que podem permanecer sob os escombros.
A ONU condenou os bombardeios e ressaltou que civis em busca de assistência humanitária, assim como profissionais enviados para socorrê-los, devem ser protegidos pelas regras do direito internacional humanitário.
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