Ataque russo a abrigo na Ucrânia deixa ao menos 33 mortos e dezenas de desaparecidos

Bombardeio atingiu antiga escola usada para distribuir ajuda humanitária; dois socorristas e quatro policiais estão entre as vítimas

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Edifícios residenciais danificados e escombros após ataque aéreo russo em Sloviansk, na Ucrânia.
Ataque russo a um abrigo na Ucrânia deixou ao menos 33 mortos. Imagem ilustrativa mostra edifícios destruídos em Sloviansk, em 30 de outubro de 2026. Foto: Diego Herrera Carcedo/Anadolu/Reuters.

Pelo menos 33 pessoas morreram após bombardeios russos atingirem uma antiga escola utilizada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia, nesta segunda-feira (2). Mais de 50 pessoas ainda podem estar soterradas, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

As forças russas atacaram o local quando moradores recebiam mantimentos. Depois do primeiro bombardeio, outras nove bombas atingiram o abrigo onde civis haviam buscado proteção, de acordo com o governo ucraniano.

O espaço havia sido construído para permitir a continuidade das aulas durante a guerra, mas deixou de funcionar como escola com a aproximação dos combates. O porão reforçado, financiado com recursos da União Europeia, não resistiu à intensidade das explosões. Parte da estrutura desabou e um incêndio atingiu o prédio.

Zelensky classificou o ataque como “absolutamente horrível” e afirmou que as forças russas não poderiam desconhecer a distribuição semanal de ajuda humanitária naquele endereço. O presidente divulgou imagens da destruição na segunda-feira, quando o balanço de vítimas ainda era menor.

Socorristas e policiais morreram durante os ataques

Os bombardeios também atingiram profissionais que participavam do atendimento às vítimas. Dois socorristas e quatro policiais morreram nos ataques posteriores, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Outros integrantes das equipes de emergência ficaram feridos.

As buscas continuaram nesta terça-feira (3), em meio ao risco de novos ataques. Equipes de resgate trabalham para localizar moradores que podem permanecer sob os escombros.

A ONU condenou os bombardeios e ressaltou que civis em busca de assistência humanitária, assim como profissionais enviados para socorrê-los, devem ser protegidos pelas regras do direito internacional humanitário.

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