Os Estados Unidos bombardearam a ilha de Qeshm, no Irã, nesta segunda-feira (2), em uma operação que faz parte de uma série de ataques militares mantidos fora dos anúncios oficiais. Autoridades americanas confirmaram as ações ao jornal The Wall Street Journal, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo com Teerã.
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters e pela ABC News, o ataque teve alcance limitado. Uma autoridade afirmou que a ofensiva ocorreu depois de forças iranianas dispararem contra uma aeronave dos EUA. Outra disse que o objetivo era conter ameaças de mísseis antiaéreos contra equipamentos e forças americanas.
A agência estatal iraniana IRNA relatou explosões em Qeshm. Até a divulgação das primeiras informações, não havia um balanço confirmado de vítimas nem detalhes sobre os danos provocados pelos bombardeios.
A nova ofensiva ocorreu na véspera das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Na segunda-feira, Trump minimizou a possibilidade de retomada de uma guerra em grande escala com o Irã e afirmou que os países não vinham travando combates havia meses. Enquanto isso, militares americanos continuavam atacando alvos iranianos sem tornar as operações públicas.
Segundo autoridades citadas pelo The Wall Street Journal, o sigilo tem um propósito: evitar que as operações sejam interpretadas como o início de outra campanha militar de grandes proporções.
Washington avalia novas ações contra o Irã
Localizada na entrada do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, Qeshm abriga instalações militares iranianas, incluindo uma base naval e estruturas associadas a mísseis. A ilha já havia sido alvo de ataques americanos em etapas anteriores do conflito.
Integrantes do governo dos EUA também discutem alternativas que vão de novos bombardeios à ampliação de sanções e restrições comerciais contra Teerã. Na semana passada, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central americano, apresentou opções militares a Trump na Casa Branca, segundo a reportagem.
O Irã, por sua vez, afirma que já apresentou suas condições para um entendimento. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, atribuiu a Washington a responsabilidade pelos próximos passos das negociações.
Enquanto Trump fala na possibilidade de um acordo, as operações militares americanas contra o Irã seguem em curso.
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