O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em território americano, mas afirmou não saber onde o parlamentar está. A declaração foi dada na noite de terça-feira (27), depois de surgirem informações sobre a saída de Flávio do Brasil, apesar de uma decisão judicial que o proibia de viajar ao exterior.
Questionado sobre o paradeiro do senador, Trump respondeu: “Ouvi dizer que ele está na Argentina”. Ao ser perguntado se concordava com sua chegada aos Estados Unidos, declarou: “Eu aprovaria”. O presidente também afirmou considerar os integrantes da família Bolsonaro boas pessoas.
Trump comentou ainda o segundo turno da eleição presidencial brasileira, realizado no domingo (25), em que Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. O republicano classificou a eleição como estranha e o resultado como terrível, apresentando sua avaliação pessoal sobre a disputa.
Governo americano prevê vistos para Flávio e a família
A manifestação de Trump ocorreu horas depois de uma autoridade do Departamento de Estado informar que o governo americano concederá vistos a Flávio, sua mulher e suas duas filhas, permitindo a entrada da família nos Estados Unidos.
O anúncio sinaliza a disposição do governo americano de receber o senador, mas não confirma que os documentos tenham sido efetivamente emitidos ou que a família já tenha ingressado no país. A categoria dos vistos e a data de emissão não foram esclarecidas.
O 40graus noticiou anteriormente a previsão de concessão dos vistos. Integrantes da equipe de Trump também participaram das tratativas para organizar a viagem e a possível permanência de Flávio e de seus familiares em território americano.
Argentina confirma entrada do senador e embarque em avião particular
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio cruzou a fronteira às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda, e das filhas Carolina e Luiza. Segundo as autoridades argentinas, os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e não tinham impedimentos legais para ingressar no país.
Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, a família embarcou em um avião particular operado pela Baires Fly S.A. O plano de voo apresentado às autoridades indicava Guayaquil, no Equador, como destino da aeronave.
O registro oficial esclareceu a passagem de Flávio pela Argentina, mas não comprovou seu destino final. Informações sobre uma possível chegada aos Estados Unidos circularam antes da declaração de Trump, sem confirmação oficial da localização do senador.
Saída ocorreu após ordem de Moraes e cancelamento de passaportes
Flávio deixou o Brasil depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do território nacional.
A medida integra uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), Flávio não apresentou os documentos no prazo estabelecido. Os passaportes foram posteriormente cancelados.
Na mesma segunda-feira, o parlamentar havia afirmado nas redes sociais que permaneceria no Brasil para reorganizar a oposição ao governo Lula, vencedor da eleição presidencial.
O 40graus acompanhou os primeiros relatos sobre a saída do senador e o cancelamento de seus passaportes, quando ainda havia informações conflitantes sobre o percurso da viagem.
Com a manifestação pública de Trump e a confirmação dos registros migratórios argentinos, ficaram estabelecidos o apoio político do presidente americano à viagem e parte do trajeto de Flávio. A emissão efetiva dos vistos e o local onde o senador se encontra continuam sem confirmação nas informações divulgadas.
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