A ordem de Alexandre de Moraes para apreender o passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou uma dura reação do ex-ministro Aldo Rebelo nesta quarta-feira (28). Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebelo acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de arbitrariedade e declarou: “Isso é uma brutalidade, isso é uma violência absurda”.
O ex-ministro destacou que Flávio recebeu, segundo ele, cerca de 60 milhões de votos na eleição presidencial, continua exercendo o mandato de senador e não tem condenação transitada em julgado. Rebelo afirmou ainda que a ordem foi determinada apenas sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral, quando o parlamentar visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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— Aldo Rebelo (@aldorebelo) October 28, 2026
Na avaliação de Aldo, tanto a votação obtida pelo senador quanto suas prerrogativas parlamentares tornam ainda mais grave a medida judicial contra seus passaportes.
Aldo Rebelo questiona tratamento do STF a Lula e Jair Bolsonaro
Para sustentar a crítica à atuação do Supremo, Rebelo comparou o caso com processos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Ele lembrou que Lula foi preso após condenação em segunda instância, antes do trânsito em julgado, e criticou a decisão do STF que permitiu o cumprimento da pena naquele momento.
Em relação a Jair Bolsonaro, o ex-ministro questionou o julgamento realizado diretamente pelo Supremo. Segundo Rebelo, o procedimento impediu que o ex-presidente recorresse a uma instância superior, diferentemente do que ocorre em processos iniciados na primeira instância.
Aldo também contestou as acusações de tentativa de golpe de Estado dirigidas a Bolsonaro. Ex-ministro da Defesa, afirmou conhecer os requisitos de uma articulação golpista e sustentou que nenhum deles esteve presente nas acusações apresentadas contra o ex-presidente.
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