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Mortes no Nepal e no Tibete chegam a 584; buscas retomadas

O número de mortos após enchentes e deslizamentos provocados pelo colapso de uma geleira no Himalaia chegou a 584 nesta sexta-feira (28). São 579 vítimas no Nepal e outras cinco no Tibete, região autônoma da China. O balanço ainda é considerado preliminar.

As autoridades também contabilizam 2.482 desaparecidos, sendo 1.924 no território nepalês e 558 no lado tibetano. Entre os desaparecidos estão pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles peregrinos indianos que viajavam em direção ao Monte Kailash e ao Lago Manasarovar, locais sagrados para o hinduísmo.

As equipes de emergência retomaram as operações de busca e resgate nesta sexta-feira, após uma interrupção provocada pelo risco de rompimento de um lago formado pelos detritos do desastre. A avaliação das autoridades foi de que a ameaça havia diminuído para um nível considerado controlável.

O reservatório chegou a acumular mais de 2,5 milhões de metros cúbicos de água e transbordou para o rio Lhende Khola, afluente do Trishuli. A elevação do nível do rio levou à retirada temporária de equipes que atuavam na região.

No Tibete, socorristas também foram deslocados para áreas consideradas mais seguras durante o período de alerta. Com a redução do risco, os trabalhos foram retomados e reforçados.

Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, as operações no desastre de Gyirong foram retomadas depois que o risco relacionado ao lago represado foi considerado controlável.

Desastre atingiu região de fronteira

A tragédia ocorreu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira desencadeou uma forte corrente de água, lama, pedras e gelo na região próxima à fronteira entre Nepal e China.

A força da inundação destruiu estradas, pontes e estruturas de energia e comprometeu uma das principais rotas terrestres entre Katmandu e Lhasa. A via é utilizada por moradores, turistas e peregrinos.

Mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelo desastre, segundo estimativa da Cruz Vermelha. Comunidades ficaram isoladas e dependem do trabalho das equipes de emergência para receber ajuda.

Helicópteros são utilizados nas buscas por desaparecidos e no transporte de suprimentos para áreas de difícil acesso. No Nepal, equipes de segurança e resgate permanecem em alerta diante da possibilidade de novos deslizamentos e inundações.

Na China, as autoridades também ampliaram o monitoramento de lagos glaciais, encostas e outras áreas que apresentam risco de novos desastres.

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