Moraes autoriza Heleno a sair para tratamento por ondas de choque

Condenado a 21 anos de prisão, general terá seis atendimentos em Brasília, com deslocamentos restritos pelo STF.

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Augusto Heleno, de terno escuro e gravata estampada, fala diante de um microfone, com uma pessoa desfocada ao fundo.
O general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, recebeu autorização do STF para deixar a prisão domiciliar em seis ocasiões para tratamento médico. Foto: Alan Santos/PR.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar em seis ocasiões para realizar tratamento por ondas de choque focais. A decisão, assinada na segunda-feira (26), restringe as saídas ao deslocamento até a clínica, à realização dos procedimentos e ao retorno para casa.

Os atendimentos ocorrerão no Instituto Vero Passo, na Asa Norte, em Brasília, sempre às 9h. A primeira sessão está marcada para quarta-feira (28). As demais estão previstas para 4, 11, 18 e 25 de novembro e 2 de dezembro.

Ao conceder a autorização, Moraes citou a documentação médica apresentada no processo:

“Se tratando de situação de saúde do apenado, devidamente comprovada nos autos, não há qualquer óbice ao deferimento”.

Ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Jair Bolsonaro, Heleno foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Desde dezembro de 2025, cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de seu estado de saúde. O general recebeu diagnóstico de demência de etiologia mista em estágio inicial, com referência ao Alzheimer.

A situação clínica também motivou outra determinação de Moraes: novos exames médicos para esclarecer quando surgiram os primeiros sintomas da doença. A defesa sustenta que os sinais começaram em 2018, antes de Heleno integrar o governo Bolsonaro, embora o diagnóstico tenha sido recebido somente em 2025.

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