Mingau aparece de pé na fisioterapia três anos após tiro na cabeça

Após mais de um ano internado e pelo menos três cirurgias, baixista do Ultraje a Rigor segue em recuperação; vídeo foi divulgado pela filha.

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Montagem de dois momentos da fisioterapia de Mingau: à esquerda, o músico está de pé com equipamento de sustentação e auxílio de profissionais; à direita, aparece sentado e sorrindo.
Três anos após ser baleado na cabeça, Mingau aparece de pé com auxílio de profissionais durante a fisioterapia. O baixista do Ultraje a Rigor segue em reabilitação. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O baixista Mingau, do Ultraje a Rigor, apareceu de pé durante uma sessão de fisioterapia, pouco mais de três anos após ser atingido por um tiro na cabeça. No vídeo divulgado nesta quinta-feira (29), o músico realiza exercícios de sustentação corporal com o apoio de equipamentos e profissionais de saúde, em uma clínica de neuromodulação.

A gravação foi compartilhada no perfil oficial do artista, administrado por sua filha, Isabella Aglio, que acompanha o tratamento e costuma dividir com o público os avanços da recuperação do pai. O novo registro mostra uma conquista após um longo período de internação e cuidados médicos.

Rinaldo Oliveira Amaral, nome de batismo de Mingau, foi baleado em setembro de 2023, quando passava de carro pela região da Ilha das Cobras, em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. A gravidade do ferimento exigiu atendimento hospitalar e transferência para São Paulo.

O músico passou por pelo menos três cirurgias, incluindo uma cranioplastia, procedimento utilizado para reconstruir parte do crânio. Após mais de um ano internado, recebeu alta do Hospital São Luiz, em outubro de 2024. A saída do hospital marcou outra etapa do tratamento, voltada às consequências neurológicas do disparo.

Desde então, Mingau segue em reabilitação para trabalhar funções motoras e cognitivas afetadas pela lesão. Em setembro de 2025, a assessoria do Ultraje a Rigor informou que o baixista havia iniciado uma terapia de neuromodulação não invasiva, acrescentada aos cuidados de recuperação.

O ataque também teve desdobramentos judiciais. Em julho de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu levar três acusados pelos disparos ao Tribunal do Júri. A investigação do Ministério Público aponta a hipótese de que o carro do músico tenha sido confundido com uma viatura policial.

Na publicação, Isabella destacou que a clínica de neuromodulação se tornou mais do que um espaço de tratamento físico. Segundo ela, o pai encontra ali acolhimento e momentos de alegria. A filha também agradeceu às pessoas que participam da recuperação do músico.

Ao celebrar mais esse avanço, Isabella resumiu o momento com uma frase que acompanha cada etapa da recuperação do pai: “Um passo de cada vez”.

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