O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo por uma dívida de R$ 570.358,61 em pensão alimentícia. O mandado foi expedido em 8 de outubro e, após buscas realizadas pela Polícia Civil em dois endereços nesta quinta-feira (15), Villa não foi localizado e passou a ser considerado foragido pelas autoridades.
A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O valor da dívida consta dos registros judiciais com atualização até 30 de setembro de 2026.
O beneficiário da pensão é um filho do historiador, de 45 anos, que possui deficiência. A obrigação alimentar motivou o processo que resultou na expedição da ordem de prisão.
Polícia procura Marco Antonio Villa em dois endereços
Agentes da Polícia Civil de São Paulo realizaram diligências em dois endereços ligados a Marco Antonio Villa na quinta-feira (15), depois da expedição do mandado judicial.
As buscas foram autorizadas pela Justiça, mas o historiador não foi encontrado em nenhum dos locais. Diante disso, ele passou a ser considerado foragido pelas autoridades responsáveis pelo cumprimento da ordem.
Até a divulgação da decisão, Villa não havia se manifestado publicamente sobre o débito nem sobre o mandado de prisão.
Dívida de pensão alimentícia ultrapassa R$ 570 mil
A cobrança judicial envolve o pagamento de pensão alimentícia destinada ao filho do comentarista, que possui deficiência e tem 45 anos.
O montante atualizado até 30 de setembro chegou a R$ 570.358,61, valor que fundamenta a ordem expedida pela Justiça paulista.
No Brasil, a obrigação de prestar alimentos a filhos com deficiência pode continuar após a maioridade quando existe necessidade de assistência financeira. O dever de sustento não se encerra automaticamente aos 18 anos nessas circunstâncias.
O entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) considera que a maioridade, por si só, não afasta a responsabilidade de contribuir para o sustento de filhos que dependem de apoio financeiro.
Villa declarou não possuir bens nas eleições de 2026
Além de historiador e comentarista político, Marco Antonio Villa disputou uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2022 e 2026, em São Paulo.
Em 2022, pelo Cidadania, recebeu 95.745 votos e ficou na suplência. Na eleição de 2026, concorreu pelo MDB e obteve 31.579 votos, novamente sem conquistar uma cadeira.
Os registros eleitorais também mostram uma mudança nas declarações patrimoniais do historiador. Em 2022, ele informou possuir bens avaliados em aproximadamente R$ 1,3 milhão. Já no registro da candidatura de 2026, declarou não possuir bens.
Os valores fazem parte das informações patrimoniais declaradas à Justiça Eleitoral nas respectivas eleições.
Historiador ganhou notoriedade como comentarista político
Nascido em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 25 de maio de 1955, Marco Antonio Villa é formado em História, mestre em Sociologia e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).
Com mais de 30 livros publicados, construiu uma carreira como professor universitário, pesquisador e comentarista de assuntos políticos.
Villa também ganhou projeção nacional por suas análises e críticas a governos e lideranças políticas. Em 2022, depois de anos de críticas ao PT, declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial contra Jair Bolsonaro.
Atualmente, mantém um canal no YouTube com mais de 730 mil inscritos e um perfil no Instagram com aproximadamente 198 mil seguidores.
A ordem de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia permanece como o principal desdobramento do processo. O mandado foi expedido em 8 de outubro, e as diligências realizadas em 15 de outubro não conseguiram localizar o historiador.
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