Grupo ligado ao PCC e suspeito de movimentar R$ 500 milhões é alvo da PF

Investigação aponta tráfico de armas e drogas na fronteira com o Paraguai, rotas para a Europa e possível apoio de policiais

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Agentes armados da Polícia Federal, usando equipamentos táticos, ao lado de uma viatura preta durante operação policial.
Polícia Federal realiza operação contra grupo ligado ao PCC suspeito de movimentar mais de R$ 500 milhões em dois anos. Foto: Reprodução.

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit contra uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos, com atuação no tráfico internacional de drogas e armas.

A estrutura era comandada por três irmãos, seus filhos e outros familiares. A organização também mantinha ligações com um traficante boliviano e ramificações em diferentes estados brasileiros.

Além do tráfico de drogas e armas, os investigados são suspeitos de lavagem de dinheiro e envolvimento em sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Policiais são suspeitos de colaborar com organização criminosa

As investigações apontam a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal. Os agentes são suspeitos de repassar informações sigilosas, proteger integrantes do grupo e facilitar as atividades criminosas.

Segundo a PF, a organização utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar grupos rivais. A atuação se concentrava principalmente na fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Drogas eram enviadas para a Europa

O grupo obtinha drogas e armas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os entorpecentes abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais com destino à Europa, principalmente Espanha e Portugal.

Para esconder a movimentação financeira, os investigados teriam utilizado empresas de fachada, contas de terceiros e operações comerciais simuladas, conforme as análises da Receita Federal.

A Operação Ifrit foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A Justiça Federal de Campo Grande autorizou 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções.

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