Dois ex-gerentes bancários são investigados por suspeitas de fraudes no Banco do Brasil que causaram prejuízo superior a R$ 4 milhões à instituição. Na manhã desta quarta-feira (28), a Polícia Civil do Piauí deflagrou a Operação Desfalque e cumpriu três mandados de busca e apreensão em Teresina e Goiânia, em Goiás.
Segundo a investigação, os suspeitos teriam utilizado o acesso a dados de clientes para realizar movimentações financeiras fraudulentas e desviar recursos do banco. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR), vinculado à Polícia Civil, por meio da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
Justiça determina sequestro de bens e valores de R$ 4 milhões
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores na ordem de R$ 4 milhões. A medida patrimonial tem como finalidade assegurar recursos para a eventual recuperação das quantias desviadas do Banco do Brasil.
A determinação judicial não significa que o valor tenha sido integralmente localizado ou recuperado. O comunicado da SSP-PI não apresenta um balanço financeiro das apreensões nem informa quanto do patrimônio investigado já foi efetivamente alcançado pela medida.
Durante as diligências, os policiais apreenderam veículos e cartões bancários pertencentes a terceiros. O material será analisado para buscar informações sobre as movimentações financeiras e possíveis vínculos com o esquema investigado.
Polícia apura envolvimento de outras pessoas nas fraudes
O delegado Ferdinando Martins, coordenador do DECCOR, afirmou que a operação resultou de um trabalho de investigação destinado a identificar os suspeitos e reunir elementos que fundamentassem as medidas judiciais.
Para o delegado, a utilização de informações bancárias para desviar recursos exige uma resposta rigorosa das autoridades.
“O uso de informações bancárias para a prática de crimes é uma conduta grave e será enfrentado com todo o rigor da lei.”
Martins também destacou que a atuação policial busca responsabilizar os envolvidos e recuperar os recursos obtidos por meio das fraudes.
As investigações prosseguirão para identificar possíveis outros participantes e esclarecer a extensão das irregularidades. A SSP-PI não divulgou os nomes dos ex-gerentes investigados nem informou prisões decorrentes desta etapa da Operação Desfalque.
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