O FBI investiga uma série de cartas com pó branco enviadas a parlamentares dos Estados Unidos às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Pelo menos 36 congressistas, entre democratas e republicanos, relataram o recebimento de correspondências suspeitas. O caso também mobilizou o Serviço de Inspeção Postal norte-americano, que atua na apuração da origem dos envios.
Entre os alvos estão integrantes do Senado e da Câmara dos Representantes. Algumas cartas continham substâncias ainda não identificadas, enquanto outras apresentavam mensagens de teor político. A investigação procura esclarecer quem está por trás dos envios e em quais circunstâncias as correspondências foram distribuídas.
Chuck Schumer e parlamentares de Michigan estão entre os alvos
O senador Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, aparece entre os parlamentares atingidos pela série de correspondências suspeitas.
Em Michigan, a senadora Elissa Slotkin informou que uma carta foi interceptada antes de chegar ao seu escritório em Detroit. Outros integrantes do Congresso também comunicaram o recebimento de envelopes com materiais desconhecidos.
A deputada Hillary Scholten, também de Michigan, relatou uma ocorrência que chamou atenção pelo conteúdo político. A parlamentar afirmou ter recebido uma carta supostamente enviada em nome da organização Socialistas Democráticos da América.
O texto mencionava a possibilidade de uma “guerra civil” depois das eleições de novembro. A referência apareceu na correspondência recebida pela deputada, mas não há confirmação de que a organização tenha sido responsável pelo envio.
Os Socialistas Democráticos da América não haviam se manifestado sobre o episódio até a divulgação das informações.
FBI investiga cartas com pó branco e mantém apuração
Em comunicado, o FBI confirmou a investigação e informou que parte das correspondências continha substâncias desconhecidas. A agência trabalha em conjunto com o Serviço de Inspeção Postal dos Estados Unidos para identificar os responsáveis.
Os testes preliminares realizados no material analisado não indicaram perigo. O resultado, porém, não encerrou o trabalho dos investigadores, que continuam examinando as circunstâncias da remessa das cartas.
Ainda não foram identificados publicamente, nas informações divulgadas sobre o caso, os autores dos envios. Também não há confirmação de que todas as correspondências tenham partido de uma mesma pessoa ou grupo.
Correspondências chegam às vésperas das eleições de novembro
A distribuição das cartas ocorre em um momento decisivo para o Congresso norte-americano. Em 3 de novembro, os eleitores vão escolher os representantes das 435 cadeiras da Câmara e renovar aproximadamente um terço do Senado.
O Partido Republicano, do presidente Donald Trump, controla atualmente as duas Casas do Congresso. As eleições de meio de mandato definirão a composição do Legislativo para a segunda metade do mandato presidencial.
Enquanto a disputa eleitoral se aproxima, o FBI e os investigadores postais tentam identificar os remetentes das cartas e esclarecer a finalidade das correspondências que chegaram aos escritórios de parlamentares dos dois principais partidos dos Estados Unidos.
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