‘Prenda seus oponentes’: advogado da Trump Media ironiza Lula após debate

Martin De Luca reage à declaração de que Flávio perderá a imunidade e verá inquéritos avançarem caso seja derrotado no segundo turno.

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Flávio Bolsonaro, de terno azul e mãos unidas, observa Lula, que gesticula com o dedo indicador levantado durante debate no palco da Band.
Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na Band; declaração do presidente provocou reação de advogado da Trump Media. | Foto: Renato Pizzutto/Band

O advogado norte-americano Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, reagiu com ironia à declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o futuro judicial de Flávio Bolsonaro (PL). Durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), Lula afirmou que, se o adversário perder a eleição, ficará sem imunidade parlamentar e verá inquéritos avançarem. De Luca compartilhou a fala nas redes sociais e mencionou a expressão “recado mafioso”.

A reação ocorreu a menos de uma semana do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. De Luca, que já havia manifestado apoio a Flávio, criticou a declaração do petista e ironizou a possibilidade de adversários políticos e seus familiares serem presos.

Lula diz que inquéritos contra Flávio vão avançar se ele perder a eleição

A declaração que provocou a reação do advogado ocorreu durante o confronto entre os dois candidatos. Lula disse que Flávio perderia a imunidade e passaria a enfrentar problemas judiciais caso não conquistasse a Presidência da República.

O presidente afirmou que o senador possui diversos inquéritos e declarou que essas investigações voltariam a avançar depois da eleição. Na mesma fala, insinuou que amigos do adversário estariam impedindo o andamento dos procedimentos.

Eleito senador em 2018, Flávio está no último ano de seu mandato parlamentar. Caso seja derrotado no segundo turno, ficará sem cargo eletivo ao término do mandato.

A afirmação de Lula foi feita diante do próprio candidato do PL, durante o primeiro encontro entre os dois em um debate presidencial nesta eleição. A fala ganhou uma reação crítica de Martin De Luca nas redes sociais.

Advogado da Trump Media ironiza Lula e menciona “recado mafioso”

De Luca compartilhou no X um vídeo com a declaração de Lula e reproduziu a expressão “recado mafioso”, atribuída por ele a pessoas que comentavam a fala do presidente.

Em uma segunda publicação, o advogado foi ainda mais incisivo. Ironizou a possibilidade de Lula recorrer à prisão de adversários políticos caso não consiga derrotá-los nas urnas e estendeu a provocação aos familiares desses adversários.

Prenda seus oponentes se não conseguir vencê-los nas urnas. Prenda os filhos deles também, por via das dúvidas

Martin De Luca, advogado da Trump Media

A provocação fez referência à condenação de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, o ex-presidente recebeu uma pena de 27 anos de prisão por acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

As manifestações de De Luca levaram a discussão sobre o debate brasileiro ao ambiente político e jurídico norte-americano, onde o advogado já atua em um processo envolvendo decisões do STF.

Martin De Luca representa empresas que processaram Alexandre de Moraes nos EUA

De Luca representa a Trump Media, empresa de mídia ligada ao presidente norte-americano Donald Trump, e a plataforma de vídeos Rumble.

Em 2025, as duas empresas ingressaram com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O processo questiona medidas determinadas pelo magistrado envolvendo o Rumble, sob a alegação de que elas violariam a legislação norte-americana.

A Trump Media participa da ação porque o Rumble fornece serviços de infraestrutura em nuvem para a Truth Social, rede social ligada à empresa de Trump.

A manifestação do advogado ocorreu depois de uma noite marcada por acusações e provocações entre os presidenciáveis. Na cobertura do confronto, o 40graus mostrou as cobranças feitas por Flávio Bolsonaro a Lula durante o debate da Band.

Ao reagir à declaração sobre a perda da imunidade parlamentar, De Luca colocou o risco de perseguição política no centro de sua crítica ao presidente brasileiro, poucos dias antes da votação que definirá a Presidência da República.

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