A seis dias do 2º turno, Lula antecipa Bolsa Família reajustado em 15%

Oito grupos de beneficiários receberão na mesma quarta-feira; o calendário anterior previa depósitos até depois da eleição.

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Mão segurando cartão colorido do programa Bolsa Família, diante de uma pessoa de camiseta amarela.
Cartão do Bolsa Família em imagem de arquivo. Governo Lula antecipou os pagamentos reajustados para antes do segundo turno das eleições. | Foto: Roberta Aline/MDS

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou o pagamento do Bolsa Família reajustado em 15% na reta final da campanha presidencial. A seis dias do segundo turno, uma portaria publicada nesta segunda-feira (19) determinou que todos os depósitos de outubro sejam concluídos até quarta-feira (21), quatro dias antes da votação marcada para domingo (25).

Pelo calendário original, os pagamentos continuariam até 30 de outubro, cinco dias depois da eleição. Com a mudança, o Planalto concentrou em três dias a liberação dos valores, garantindo que o cronograma do mês seja encerrado antes de os eleitores voltarem às urnas.

A alteração ocorre depois de o governo anunciar, em setembro, um aumento de 15% no programa social, também às vésperas de uma votação presidencial. O benefício mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio mensal subiu para R$ 777. Assim, o Executivo chega à semana decisiva do segundo turno com duas medidas sucessivas: o reajuste dos valores e a antecipação de sua liberação.

Oito grupos do Bolsa Família receberão no mesmo dia

A Caixa Econômica Federal concentrará na quarta-feira (21) os pagamentos destinados a oito grupos de beneficiários, identificados pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O novo calendário ficou definido da seguinte forma:

  • Segunda-feira (19): beneficiários com NIS final 1.
  • Terça-feira (20): beneficiários com NIS final 2.
  • Quarta-feira (21): beneficiários com NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

A concentração dos repasses antecipa o recebimento dos valores para famílias que, pela programação anterior, só teriam acesso ao dinheiro depois do segundo turno. A mudança acrescenta um novo elemento ao reajuste do Bolsa Família anunciado durante a campanha eleitoral.

Reajuste anunciado na campanha e justificativa do governo

Ao anunciar o aumento em setembro, o governo Lula apresentou a correção como uma medida preventiva para proteger famílias vulneráveis dos efeitos climáticos do fenômeno El Niño. Na ocasião, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também afirmou que o reajuste serviria para recompor a perda do poder de compra acumulada desde o início de 2023.

O Bolsa Família reúne quatro modalidades de benefício. O programa prevê uma parcela de renda da cidadania por integrante da família e um complemento financeiro, quando necessário, para alcançar o mínimo de R$ 691. Também são concedidos valores adicionais às famílias que atendam aos critérios relacionados a gestantes e crianças pequenas.

O Executivo informou ainda que a antecipação será estendida aos pagamentos de novembro e dezembro. Segundo o governo, os dois meses são considerados críticos em razão dos efeitos do chamado super El Niño. As novas datas desses repasses não foram detalhadas nas informações divulgadas.

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