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Banco Central revisa contas externas e amplia déficit de 2025

Sede do Banco Central, em Brasília | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Banco Central (BC) revisou as estatísticas das contas externas brasileiras e informou nesta segunda-feira, 28, que o déficit das transações correntes em 2025 foi de US$ 67,4 bilhões, acima dos US$ 66,7 bilhões calculados inicialmente.

As transações correntes registram as operações do Brasil com outros países, como comércio de bens e serviços, além de pagamentos e recebimentos de rendas. Em termos simples, o resultado mostra se entrou ou saiu mais dinheiro do país nessas operações.

A revisão também alterou a relação entre o déficit e o Produto Interno Bruto (PIB). O resultado passou de 2,93% para 2,96% do PIB.

Investimento estrangeiro foi maior

Apesar da revisão para cima do déficit, o Banco Central informou que o Brasil recebeu mais investimentos estrangeiros diretos (IDP) em 2025 do que havia calculado inicialmente. O valor passou de US$ 77,7 bilhões para US$ 85 bilhões, uma diferença de US$ 7,4 bilhões.

Com a revisão, a relação entre o investimento estrangeiro direto e o PIB passou de 3,41% para 3,73%.

Prédio do Banco Central do Brasil
O Banco Central revisou ainda o superávit da balança comercial de bens, de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões| Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Entre as principais alterações, o déficit da conta de serviços aumentou em US$ 1,6 bilhão, passando de US$ 52,2 bilhões para US$ 53,8 bilhões. Já o déficit da renda primária foi reduzido de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.

O BC também revisou os dados de 2026. Entre janeiro e julho, o déficit das transações correntes passou de US$ 36 bilhões para US$ 38,5 bilhões. No mesmo período, os investimentos estrangeiros diretos aumentaram de US$ 54,4 bilhões para US$ 57 bilhões.

A instituição revisou ainda o superávit da balança comercial de bens, de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões. Segundo o BC, a alteração ocorreu por causa da revisão das estatísticas da balança comercial compiladas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na conta de serviços, o déficit passou de US$ 32,7 bilhões para US$ 33,5 bilhões. Já o resultado negativo da conta financeira aumentou de US$ 38 bilhões para US$ 40,5 bilhões.

Considerando os 12 meses encerrados em julho de 2026, o déficit das transações correntes foi revisado de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões. No mesmo intervalo, o investimento estrangeiro direto passou de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.

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