VIVÊNCIAS de um tempo interminável

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Em 1989 o jornalista Zuenir Ventura publicou o livro “1968: o ano que não terminou”. Dez anos antes, em 1979, adolescentes piononenses viveram um ano verdadeiramente interminável. Naquele ano, pouco mais de trinta amigos viviam a colação de grau, uma tradição para a época, na oitava série, último ano letivo do antigo primeiro grau, hoje ensino fundamental.

Desde então, passados 45 anos, era de se esperar que aqueles adolescentes, dispersos por diferentes estados e cidades brasileiras, tendo já constituído famílias e estabelecido inúmeros outros vínculos sociais, tivessem desperdiçado a amizade que construíram no curso ginasial. Não foi o que aconteceu.

Nos últimos dias 20, 21 e 22 de junho os “humanistas” – nome com o qual a turma concludente foi nomeada em 1979 – realizaram um grande reencontro em PIO IX, agitando toda a cidade em torno das memórias da década de 1970. Uma colação de grau simulada, uma gincana, uma quadrilha e uma grande festa pública, realizada no dia 22 de junho com vários artistas regionais foram os eventos que animaram o reencontro dos humanistas.

Ao final, como forma de legar à posteridade as memórias deste reencontro, sob a organização de Martha Viana, Josélia Leite, Audoeme Antão e Cândida Viana, os humanistas elaboraram um livro de memórias – vivências de um tempo interminável -, o qual encontra-se no prelo da Editora Cancioneiro e deverá ser lançado em outubro, quando, mais uma vez, os humanistas se reunirão numa grande festa brincante em Pio IX.

O evento de lançamento do livro terá patrocínio do Instituto Educacional São José, renomada instituição de ensino de Teresina que é de propriedade da piononense Rosimar Bezerra.

 

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