Em meio à intensificação das tensões no Caribe, a Venezuela iniciou uma grande operação militar na Ilha de La Orchila, na última quarta-feira, 17, que envolveu milhares de soldados. A ação foi apresentada pelas autoridades como uma medida defensiva diante do recente aumento da presença militar dos Estados Unidos na região.
Durante os três dias de exercícios, batizados de “Caribe Soberano 200”, as Forças Armadas venezuelanas contaram com o apoio de navios de guerra, aeronaves, embarcações de milícia e armamentos pesados.
A Venezuela realiza exercícios militares próximo da ilha caribenha de La Orchila, em meio à presença de navios de guerra dos EUA nas águas do Caribe. Segundo o governo Nicolás Maduro, o exercício contou com 12 navios militares, 22 aeronaves, veículos anfíbios, equipamentos de… pic.twitter.com/a6U63B6vKC
— InfoMoney (@infomoney) September 19, 2025
Entre as atividades, destacaram-se demonstrações noturnas de poder de fogo, incluindo o disparo de mísseis antiaéreos Igla-S e de artilharia pesada.
O Ministério da Comunicação da Venezuela divulgou vídeos que mostram quando caças Sukhoi-30 e helicópteros realizam voos rasantes, enquanto tanques anfíbios desembarcam soldados que ocupam posições estratégicas na orla da ilha.
A iniciativa ocorre pouco depois de militares dos EUA destruírem pelo menos dois barcos venezuelanos neste mês, com a morte de 14 pessoas suspeitas de tráfico de drogas no Caribe.
Na sexta-feira da semana passada, dia 12, o ditador Nicolás Maduro convocou reservistas, milicianos e jovens alistados para treinamentos de tiro nos quartéis do país durante o fim de semana.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Maduro incentivou a participação popular. “Todos os venezuelanos que se alistaram […] O povo para seus quartéis para receber treinamento e aprender nos polígonos de tiro a atirar para a defesa da pátria”, afirmou o ditador venezuelano.
Maduro acusa os norte-americanos de mascararem operações de interferência em governos da América Latina sob o pretexto do combate às drogas. Há cerca de três semanas, ele declarou que as embarcações dos EUA estariam direcionadas à costa venezuelana.