O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta terça-feira, 21, que o fim do Hamas será “rápido, furioso e brutal” caso o grupo terrorista não cumpra os termos do acordo de paz com Israel.
Países do Oriente Médio e regiões próximas teriam comunicado ao presidente dos EUA que estão prontos para enviar tropas à Faixa de Gaza, caso recebam autorização, com o objetivo de combater o Hamas e garantir o cumprimento do cessar-fogo.
A informação foi confirmada por Trump em postagem na rede Truth Social. “Diversos de nossos agora grandes aliados no Oriente Médio lhe disseram explicitamente que, se solicitado, entrariam em Gaza com ‘força considerável’ para ‘endireitar o Hamas’.”
O presidente norte-americano, no entanto, declarou que respondeu com um “ainda não” tanto aos países interessados quanto a Israel. Pessoas ligadas ao tema informaram que Indonésia, que já manifestou publicamente esse interesse, além de Turquia e Azerbaijão, teriam oferecido esse tipo de apoio de forma reservada.
Outros detalhes do pronunciamento de Trump

“Ainda há esperança de que o Hamas faça a coisa certa”, firmou Trump. “Se não fizer, o fim do Hamas será rápido, furioso e brutal.” Um dia antes, o presidente dos EUA havia ameaçado o grupo palestino de erradicação em caso de desrespeito ao cessar-fogo, mas excluiu o envio de tropas israelenses para Gaza.
O presidente norte-americano agradeceu “a todos os países que ligaram para oferecer ajuda”. Além disso, elogiou a Indonésia e o presidente Prabowo Subianto pelo apoio ao Oriente Médio e aos EUA.
Enquanto isso, persistem acusações mútuas de descumprimento do cessar-fogo entre Israel e Hamas, vigente desde o dia 10 de outubro. Nesta terça-feira, 21, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, desembarcou em Te-Aviv para reuniões com o premiê Benjamin Netanyahu e outras autoridades, supervisionando a execução do acordo. O Hamas ainda mantém 15 corpos de reféns sob seu poder.
O plano de paz proposto por Trump prevê, na segunda etapa, a retirada de armamentos da Faixa de Gaza, o envio de uma força internacional de estabilização e um programa de reconstrução do território com o apoio de países árabes.