Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal foi motivada por um alerta do Serviço Secreto dos Estados Unidos, que relatou ameaças feitas por um brasileiro a autoridades norte-americanas, incluindo o presidente Donald Trump. O caso envolve suspeitas de extremismo violento com motivações ideológicas e racistas.
Nesta quinta-feira, 6, a Operação Sentinel foi deflagrada para apurar possíveis conexões do suspeito com grupos extremistas e evitar incidentes violentos no Distrito Federal. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Goiânia, onde agentes recolheram documentos e um caderno com anotações sobre uma tentativa de ingresso nos Estados Unidos pela Guatemala.
Descobertas e evidências na investigação da PC-DF
No local, policiais também encontraram uma parede com a frase “shoot to kill” escrita, além de registros de mensagens com conteúdo de ódio racial e antissemitismo. Segundo informações da polícia, o investigado teria enviado e-mails ameaçadores e discriminatórios a diversas autoridades norte-americanas.
No dia posterior ao envio dessas mensagens, o suspeito se dirigiu à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, levando uma mala, mas foi impedido de entrar pelos seguranças. O caso chegou à polícia depois de comunicação do Serviço Secreto dos EUA ao Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça, no fim de outubro.
A operação contou com apoio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do Distrito Federal, da Polícia Civil de Goiás e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça. A Polícia Civil afirmou que a ação busca impedir a propagação de discursos de ódio e condutas extremistas que representem risco à paz social no Distrito Federal.