O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, responsabilizou a direita brasileira pelas mortes ocorridas durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão. A ação resultou em 121 mortos e visava a cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Petro usou suas redes sociais para associar a operação contra o crime organizado ao que chamou de “barbárie” da “extrema direita” e dos “nazistas de Bolsonaro”. Em seguida, publicou imagens de familiares chorando pelas mortes dos criminosos.
Além disso, o ex-guerrilheiro comparou a atuação das forças de segurança do Rio com guerras internacionais. Nesse sentido, citou as operações de Israel contra o grupo terrorista Hamas, as ações dos Estados Unidos contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, e conflitos no Sudão.
“Genocídio imenso no Sudão, o genocídio continua em Gaza, a morte se espalha pelo Caribe, mais por mísseis do que pelo furacão; a maior quantidade de mortes chega à América Latina, os nazistas de Bolsonaro no Rio de Janeiro, a política anticrime focada na morte é um fracasso total”, escreveu.
Enquanto ataca o Brasil, Petro lida com pressões internas e externas. Na semana passada, o governo norte-americano impôs sanções ao presidente, à mulher, ao filho mais velho e ao ministro do Interior, Armando Benedetti.
A Casa Branca acusa Petro de permitir o avanço de cartéis na Colômbia e de se recusar a combatê-los. O Departamento do Tesouro também ressaltou negligência no controle do tráfico internacional.
Megaoperação mirava o Comando Vermelho
A operação no Rio de Janeiro tinha como alvo criminosos ligados ao Comando Vermelho, facção com forte atuação no tráfico de drogas. Policiais entraram nos complexos do Alemão e da Penha para cumprir cerca de cem mandados de prisão.
Durante os confrontos, diversos criminosos reagiram à chegada das forças de segurança. O balanço da operação indicou mais de cem mortos, entre eles, quatro agentes da polícia.