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Paramount avança em fusão de US$ 110 bi com Warner

Paramount Skydance terá de lançar ao menos 30 filmes por ano | Foto: Divulgação

A Paramount Skydance fechou um acordo com 12 Estados norte-americanos que abre caminho para a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros Discovery. O negócio reunirá estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão.

Pelo acordo, a Paramount terá de lançar ao menos 30 filmes por ano e manter parte da produção nos Estados Unidos. O descumprimento poderá resultar em penalidades, incluindo a venda de ativos.

A companhia também se comprometeu a criar um conselho de independência editorial para supervisionar as emissoras CBS News e a CNN, que pertence à Warner Bros Discovery.

Conselho vai supervisionar CNN e CBS News

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que o acordo “não representa um voto de apoio a esta fusão”. Já o presidente e diretor-executivo da Paramount, David Ellison, disse que a empresa agora tem “autorização completa” para concluir o negócio.

O Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA), porém, afirmou que continua acreditando que a fusão “causará danos aos roteiristas e à indústria como um todo”. A Paramount pagará US$ 17,5 milhões ao fundo de saúde da entidade, além de despesas jurídicas, e não poderá demitir roteiristas da área jornalística da CBS News por cinco anos.

Warner Bros Discovery | Foto: Reprodução

O conselho de independência editorial deverá ser criado em até 180 dias depois da conclusão da fusão. Terá cinco jornalistas em atividade ou aposentados, todos com pelo menos dez anos de experiência.

O grupo poderá analisar disputas entre jornalistas e a direção da nova empresa relacionadas a acusações de viés ou descumprimento de padrões de imparcialidade. Ellison afirmou anteriormente que os profissionais continuarão respondendo “aos fatos e a todas as pessoas que atendem, e não a qualquer partido ou causa”.

Pelo acordo, 20% da produção de filmes deverá ocorrer nos Estados Unidos nos dois primeiros anos. O porcentual deverá superar 30% nos três anos seguintes.

Bonta disse que as regras buscam impedir que a Paramount cumpra a meta com produções de baixo orçamento ou filmes gerados por inteligência artificial. Segundo ele, o objetivo é garantir “filmes reais e robustos” que movimentem a economia e gerem empregos.

Bonta estima que o acordo poderá ampliar a atividade econômica ligada à produção de cinema e televisão nos Estados Unidos entre US$ 300 milhões e US$ 1,5 bilhão, no mínimo.

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