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Michelle Bolsonaro dá entrada em hospital de Brasília

No mês passado, Michelle passou por um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos devido à persistência das dores | Foto: Reprodução/ Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deu entrada nesta terça-feira, 22, no Hospital DF Star, em Brasília, em razão de um quadro de enxaqueca refratária. Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ela está em tratamento clínico ambulatorial há dois meses.

De acordo com a equipe médica do hospital, o tratamento não apresentou melhora. Agora, a ex-primeira-dama passa por tratamento especializado e não há previsão de alta. Ela já havia sido internada em agosto para investigar episódios recorrentes de dor de cabeça.

No mês passado, Michelle passou por um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos devido à persistência das dores. A internação de agosto ocorreu na véspera da convenção do Partido Liberal (PL) no Distrito Federal, que oficializou as candidaturas de Michelle e da deputada federal Bia Kicis ao Senado.

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Michelle Bolsonaro já internada em agosto para investigar episódios recorrentes de dor de cabeça | Foto: Reprodução/X

Na ocasião, Michelle publicou uma foto em uma cama de hospital e agradeceu pelas orações recebidas.

O que é enxaqueca refratária

A enxaqueca refratária ocorre quando o paciente mantém crises frequentes e incapacitantes mesmo com tratamentos adequados, em doses apropriadas e pelo tempo necessário.

As crises podem estar relacionadas a diferentes fatores, como uso excessivo de medicamentos para controle da dor, noites mal dormidas, depressão, ansiedade, obesidade, alterações hormonais e outras doenças.

A condição não se resume a uma dor de cabeça intensa. Trata-se de uma doença neurológica que pode comprometer o trabalho, o sono, o humor, a vida social e a produtividade.

Mesmo com dificuldade de controle, existem alternativas para o tratamento da enxaqueca refratária. Entre elas estão o desmame orientado de analgésicos que podem provocar efeito rebote, a aplicação de toxina botulínica e o uso de anticorpos monoclonais anti-CGRP.

Os bloqueios anestésicos também podem ser utilizados. O procedimento consiste na aplicação de anestésicos em nervos do crânio para aliviar dores intensas e prolongadas. Michelle já passou por esse tipo de procedimento no mês passado.

Outra medida envolve mudanças de hábitos, como manter uma rotina regular de sono, praticar exercícios leves e controlar o estresse.

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