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Trump ignora Lula, diz que EUA estão fortes e ameaça aniquilar Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã em discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) | Foto: Reprodução/YouTube Nações Unidas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o segundo chefe de Estado a discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 22, afirmou que o país está “mais forte do que nunca” e pronto para “aniquilar” o Irã, se necessário, no conflito no Oriente Médio. 

Trump discursou logo depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fez críticas às tarifas comerciais impostas pela Casa Branca e condenou supostas interferências de outros países em assuntos internos. O republicano ignorou as declarações de Lula e não mencionou o país em seu discurso. 

“Nosso país está mais forte hoje do que jamais esteve. Estamos mais fortes do que nunca”, disse Trump, que citou a economia, a força militar e a liderança norte-americana em tecnologia como exemplos de progresso. 

A fala de Trump acontece em um momento no qual o presidente dos EUA enfrenta dificuldades nas pesquisas que medem a avaliação da população norte-americana sobre seu governo. Um levantamento divulgado pelo Ipsos às vésperas do discurso da ONU mostrou que Trump chegou ao menor índice de aprovação no atual mandato (32%).

“Dois anos atrás, nosso país estava morto. Agora é o país mais quente do mundo”, completou Trump. 

Guerra contra o Irã

O foco do discurso do republicano foi o conflito contra o regime iraniano no Oriente Médio, que se arrasta há sete meses. Trump voltou a acusar Teerã de tentar desenvolver uma arma nuclear e disse que o país patrocina o terrorismo internacional e representa uma ameaça global.

“Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu terei de aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente?”, indagou Trump em tom ameaçador. “Vamos tentar fazer um acordo logo depois das eleições [legislativas nos EUA].”

Trump disse ainda que, “enquanto outros só falavam”, ele agiu. “Enquanto outros falavam de paz, eu fiz paz”, concluiu o presidente dos EUA. 

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