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OEA enviará missão ao Brasil para observar eleições

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou que enviará ao Brasil uma missão de observação eleitoral chefiada pelo ex-ministro das Relações Exteriores do Chile José Miguel Insulza. O grupo acompanhará as eleições presidenciais e atuará nos dois turnos, caso haja segundo turno.

O acordo que estabelece as garantias e imunidades da Missão de Observação Eleitoral (MOE) foi assinado ontem (13), na sede da OEA, em Washington, D.C., pelo secretário-geral da organização, Albert R. Ramdin, e pelo representante permanente do Brasil junto à entidade, Benoni Belli.

Insulza comandou a OEA por dois mandatos, entre maio de 2005 e maio de 2015. Ele também foi senador no Chile (2018-2026) e ocupou cargos de alto escalão em diferentes governos do país.

A missão chega ao Brasil após o Carter Center anunciar que não acompanhará o pleito de outubro por falta de recursos. A organização, fundada em 1982 pelo ex-presidente americano Jimmy Carter e por sua esposa, Rosalynn Carter, havia sido considerada para o monitoramento das eleições.

Os observadores da OEA estarão no país no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e em um eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro. A organização acompanha eleições brasileiras desde 2018. A missão de 2026 será a quinta enviada pela OEA ao país.

No relatório sobre as eleições de 2022, a organização exaltou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo. Segundo o documento, a Corte trabalhou em um “contexto complexo, marcado pela polarização, desinformação e ataques às instituições eleitorais”.

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