Duas pessoas morreram em um ataque militar dos EUA contra uma embarcação suspeita de tráfico no Pacífico Oriental. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a ação ocorreu em águas internacionais e teve autorização direta do presidente Donald Trump.
Nesta quarta-feira, 5, Hegseth disse que o barco seguia por uma rota usada por contrabandistas e transportava entorpecentes. Ele descreveu o ataque como uma “ação cinética letal” e divulgou um vídeo da operação. O secretário afirmou ainda que a embarcação era operada por uma organização considerada terrorista.
Ação dos EUA sob comando de Trump
Trump declarou que eliminará qualquer navio envolvido com o envio de drogas aos Estados Unidos. O presidente reforçou que a segurança nacional é prioridade e descartou pedir autorização ao Congresso ou declaração formal de guerra contra cartéis.
Today, at the direction of President Trump, the Department of War carried out a lethal kinetic strike on a vessel operated by a Designated Terrorist Organization (DTO).
Intelligence confirmed that the vessel was involved in illicit narcotics smuggling, transiting along a known… pic.twitter.com/OsQuHrYLMp
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) November 5, 2025
O episódio foi o 16º ataque dos EUA contra embarcações suspeitas desde o início do novo mandato. As ofensivas, realizadas no Caribe e no Pacífico, já deixaram ao menos 66 mortos. O Departamento de Guerra não informou o ponto exato da operação nem apresentou provas públicas sobre a origem da tripulação.
Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Caribe. A administração norte-americana deslocou bombardeiros, navios de guerra e unidades de fuzileiros navais para a região. Esse reforço integra uma campanha ampliada contra redes ligadas ao tráfico perto da Venezuela.
Para coordenar as missões aéreas, navais e de operações especiais, o governo criou uma força-tarefa próxima ao Comando Sul. Trata-se do maior esforço militar norte-americano no Caribe em décadas, segundo autoridades.