Depois do assassinato de Charlie Kirk, manifestações públicas de comemoração ou desdém por parte de alguns professores reacenderam debates sobre parcialidade política em escolas dos EUA.
A repercussão de comentários nas redes sociais levou à suspensão e à análise da conduta de professores em diferentes Estados, levantando discussões sobre ética e responsabilidade profissional.
O deputado republicano Tim Walberg, presidente da Comissão de Educação e Trabalho da Câmara, declarou à Fox News, nesta quarta-feira 17, que existe preocupação com estudantes sendo “doutrinados a odiar quem pensa diferente, em vez de debater com respeito”.
“Não devemos ensinar as crianças o que pensar, mas como pensar”, afirmou Walberg.
Professores estão sob investigação por celebrarem morte de Charlie Kirk
O senador republicano Bill Cassidy, presidente do Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado, destacou que reações negativas à morte de Kirk resultaram na demissão de profissionais devido a comentários ofensivos.
“Se sua primeira reação a um assassinato motivado por ódio é mais ódio, pergunte a si mesmo se não deveria largar o celular”, afirmou Cassidy à Fox News. “Crueldade diante da tragédia só aprofunda nossas divisões.”
No entanto, vários professores do país estão sob investigação por comemorarem a execução de Charlie Kirk.
Em Massachusetts, pelo menos três distritos escolares apuram casos de docentes afastados por comentários públicos.
Em Framingham, o superintendente Robert Tremblay confirmou à afiliada local da Fox News que, “embora a lei impeça de detalhar questões pessoais, um funcionário está afastado aguardando revisão interna.”
Outros casos parecidos envolvem professores em Sharon e no distrito regional de Wachusett, ambos em Massachusetts, segundo a Fox News.
Já na Flórida, o comissário de Educação, Anastasios Kamoutsas, informou que acompanha atentamente relatos de condutas semelhantes depois que uma professora teria publicado sobre o obituário de Kirk, sugerindo preferência por outra notícia, em suposta referência ao assassinato do presidente Donald Trump.
“Professores têm responsabilidade maior como servidores públicos e precisam zelar pela confiança dos alunos e das famílias”, afirmou Kamoutsas. “Vamos responsabilizar quem fizer comentários repugnantes sobre o assassinato de Charlie Kirk.”
Demissões
No Estado da Carolina do Sul, um professor de Greenville perdeu o emprego depois de comemorar o assassinato de Charlie Kirk nas redes sociais, conforme confirmou o distrito escolar à imprensa local nesta quinta-feira, 18.
Na Pensilvânia, um docente de Lancaster City também é investigado por compartilhar postagens que chamavam Kirk de “porta-voz racista, xenofóbico, transfóbico, islamofóbico, sexista e nacionalista branco”.
Christopher Lilienthal, representante do sindicato dos professores da Pensilvânia, disse que “a violência política ameaça nossa democracia e aprofunda o medo, o ódio e a divisão, que, infelizmente, marcam o debate nacional”.
Violência e ameaças são contrárias a tudo o que defendemos como educadores”, concluiu.