O jornalista e apresentador Alex Escobar, da TV Globo, reapareceu no canal no último final de semana, para compartilhar mais detalhes sobre seu diagnóstico de miastenia gravis ao Fantástico, no domingo (13) à noite.
Afastado das telas desde junho, quando passou mal em uma entrada ao vivo durante a cobertura da Copa do Mundo, Escobar viveu uma longa jornada de exames médicos e diagnósticos desde então: seu episódio, inicialmente atribuído a um “pico de pressão” relacionado ao calor, depois rendeu mais investigações e a descoberta da miastenia gravis, uma doença autoimune rara.
Em paralelo ao quadro crônico, Alex Escobar também descobriu que estava com um tumor no timo, que exigiu cirurgia para remoção. Após passar os últimos meses longe dos holofotes, atualizando os fãs pelas redes sociais, o jornalista abriu o jogo: revelou que os primeiros sintomas na verdade começaram a ocorrer dois meses antes da Copa, mas, antes do susto ao vivo, não tinha buscado um diagnóstico.
Conheça mais sobre a condição enfrentada por Alex Escobar.
O que é e como se desenvolve a miastenia gravis
A miastenia gravis é uma doença autoimune rara caracterizada pela produção de anticorpos que atacam erroneamente os chamados Eles ficam localizados nas junções neuromusculares, onde neurônios e músculos se comunicam para gerar as contrações responsáveis por diferentes movimentos do dia a dia. Não se sabe por que algumas pessoas desenvolvem o problema e outras não.
Quando o quadro ocorre, porém, essa comunicação fica comprometida – e os impactos são percebidos na dificuldade de executar tarefas cotidianas. Na prática, pessoas acometidas por miastenia gravis sofrem com fadiga e fraqueza muscular que melhoram em repouso, e o quadro evolui gerando dificuldades para falar, engolir e respirar, entre outras complicações.
No caso de Alex Escobar, ele revelou na entrevista ao Fantástico que os primeiros sinais foram percebidos cerca de dois meses antes da Copa, quando começou a sentir
Foi só na entrada ao vivo, porém, que a fala ficou afetada: “minha língua estava dura, que é um sintoma da doença”, contou Escobar, reforçando que repetiu palavras porque estava tentando pronunciá-las corretamente, e em nenhum momento sofreu com confusão mental. “Eu estava completamente consciente”, destacou.
Como é o diagnóstico
Por ser uma doença rara e com sintomas que podem ser facilmente confundidos com outros quadros, a miastenia gravis é de difícil diagnóstico. No caso de Alex Escobar, ainda nos Estados Unidos, os médicos primeiro tiveram que descartar um AVC, e depois aventaram a possibilidade de esclerose múltipla. Ele retornou para o Brasil sem um diagnóstico fechado.
Para concluir que um quadro é miastenia gravis, médicos devem avaliar os sintomas e realizar uma série de exames complementares. Testes padrão incluem a eletroneuromiografia, exames de sangue para testar a resposta dos anticorpos à acetilcolina, e exames de imagem do tórax que permitem identificar alterações no timo – problemas nessa glândula são bastante comuns em pacientes com miastenia, e o próprio Alex Escobar descobriu um tumor que exigiu a remoção do órgão após o diagnóstico da doença autoimune.
Doença não tem cura, mas é tratável
A miastenia gravis é uma condição crônica e incurável, mas tratamentos permitem controlar os sintomas e manter a qualidade de vida dos pacientes afetados. Medicamentos corticoides e imunossupressores são a forma padrão de enfrentar a doença, com outras abordagens entrando em cena durante crises ou em casos mais refratários ao tratamento de primeira linha.
A melhor maneira de encarar a miastenia gravis, porém, varia de pessoa para pessoa, com a combinação de medicamentos e técnicas dependendo da resposta às abordagens escolhidas. O tratamento também deve seguir pelo resto da vida, com acompanhamento médico periódico para avaliar eventuais ajustes.