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Lula quer discutir ação militar dos EUA e crise na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai levar à 4ª Cúpula Celac-UE, marcada para o início da próxima semana em Santa Marta, na Colômbia, a discussão sobre a presença militar dos Estados Unidos na América Latina e a situação política da Venezuela.

Lula viaja à Colômbia depois da sua equipe aconselhá-lo a comparecer ao evento, o que o fez mudar os planos de visitar Fernando de Noronha para lançar um projeto de energia solar.

“Se eu não for, vai ser uma situação desagradável que o país mais importante da Celac não compareça à Celac”, declarou o petista.

Na entrevista concedida na terça-feira 4, Lula destacou que o principal ponto de sua agenda será debater a atuação de navios de guerra norte-americanos em águas latino-americanas.

“Só tem sentido a reunião da Celac neste momento se a gente for discutir essa questão dos navios de guerra norte-americanos aqui nos mares da América Latina”, afirmou.

Lula prioriza debate sobre presença militar dos EUA

Lula deve permanecer na cúpula apenas no dia 9 e retornar a Belém (PA) na segunda-feira 10, para abrir oficialmente a COP30, a conferência do clima da ONU.

Antes da viagem internacional, ele lidera a Cúpula de Líderes, evento preparatório que reúne chefes de Estado e antecede a COP30.

Desde sábado 1º, Lula está em Belém organizando os compromissos prévios à conferência climática.

Para ele, a América Latina precisa ser reconhecida como uma “zona de paz”. Em conversa anterior com Donald Trump, Lula ressaltou que “a América Latina é uma zona de paz”, onde ” não proliferam armas nucleares”.

Durante a entrevista, o presidente declarou não ver necessidade de forças militares dos EUA nos mares do Caribe para combater o narcotráfico.

“A polícia tem todo o direito de fazer o combate ao narcotráfico”, disse. “Tem todo o direito e responsabilidade de fazer. E os norte-americanos poderiam estar tentando ajudar esses países e não tentando ficar atirando contra esses países”.

Lula também afirmou ter sugerido ao presidente dos EUA que as questões políticas envolvendo a Venezuela sejam resolvidas pelo diálogo.

“Se está faltando diálogo, eu me coloquei à disposição naquilo que entenderem que o Brasil possa ajudar”, afirmou o petista. “Nós temos todo o interesse em ajudar. Nós não desejamos, nós não queremos conflito na América do Sul. O único conflito que nós queremos é o verbal, que não machuca e nem tira a vida, não derruba ponte, não destrói ferrovia, não destrói casa.”

Via Revista Oeste

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