O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou nesta quarta-feira, 23, que pretende acabar com as bets no Brasil. Durante evento com representantes do setor cultural no Rio de Janeiro, o petista também disse que os clubes de futebol precisarão buscar alternativas para substituir os recursos recebidos das empresas de apostas.
“Nós vamos acabar com as bets, e os times que aprendam a virar times de empresários”, declarou Lula. “Esta não é uma guerra, é uma decisão.” O presidente mencionou ainda a Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que permite aos clubes adotarem uma estrutura empresarial.
A declaração ocorre em meio à discussão sobre os efeitos de uma eventual restrição às apostas esportivas para o futebol brasileiro. Clubes têm contratos de patrocínio com empresas do setor e defendem a manutenção dessas receitas.
Flávio faz distinção entre modalidades

No mesmo dia, o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma posição diferente sobre as apostas esportivas. Durante uma transmissão em seu canal no YouTube, ele afirmou ser contrário aos jogos de azar, como Jogo do Tigrinho e cassinos on-line, mas defendeu a possibilidade de manter apostas vinculadas a eventos esportivos reais.
“Eu sou contra jogos de qualquer forma, mas a aposta em jogos reais tem alguma forma de controle”, declarou.
Flávio citou partidas de futebol, vôlei e tênis como exemplos de eventos que, na avaliação dele, permitem maior controle. Também mencionou a existência de loterias legalizadas no país.
Apesar disso, o senador defendeu o fim dos cassinos on-line, incluindo plataformas associadas ao Tigrinho. Segundo Flávio, esse tipo de atividade provoca endividamento e pode ser combatido com ferramentas tecnológicas.