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Luizianne Lins rejeita acordo e segue presa em Israel

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) permanece detida pelas autoridades israelenses em Ketziot, no Deserto de Neguev. A situação foi confirmada no fim da tarde deste sábado, 4, pela equipe de comunicação dela. A petista recusou acordo de deportação.

Luizianne fazia parte da flotilha com destino à Faixa de Gaza quando foi detida, junto a outros integrantes brasileiros, pela Marinha de Israel. A interceptação ocorreu na última quarta-feira, 1º, no Mar Mediterrâneo.

“A deputada Luizianne Lins, conforme relatado pela advogada que acompanha a delegação brasileira, decidiu não assinar o documento de deportação acelerada oferecido pelas autoridades israelenses”, anunciou a equipe da congressista. “A parlamentar considerou o documento abusivo e que, por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação.”

Flotilha de Greta

Sob liderança da ativista ambiental sueca Greta Thunberg, a flotilha tentava furar o bloqueio israelense e, consequentemente, chegar à Faixa de Gaza. O grupo alegava a tentativa de entregar mantimentos à população do território palestino.

A flotilha, que contava com a presença da deputada petista, se envolveu em polêmicas. Primeiramente, um dos coordenadores do movimento renunciou devido à participação de ativistas do movimento LGBT na viagem. Posteriormente, Israel divulgou documentos que indicam o financiamento do grupo terrorista Hamas na iniciativa.

O Hamas é o responsável pela ação militar israelense na Faixa de Gaza. Em 7 de outubro de 2023, terroristas deixaram o enclave palestino e invadiram o sul de Israel para estuprar, assassinar e sequestrar civis. Até hoje, 48 pessoas seguem como reféns do grupo terrorista.

Luizianne Lins e outros brasileiros detidos em Israel

A deputada Luizianne Lins não era a única representante da esquerda brasileira na flotilha. Ao todo, 14 brasileiros participavam do movimento encarado pelo governo israelense como em favor do Hamas. Vereadora pelo Psol de Campinas (SP), Mariana Conti e a presidente do diretório gaúcho psolista, Gabi Tolotti, também haviam embarcado rumo à Faixa de Gaza, assim como o ativista Thiago Ávila.

De acordo com o portal UOL, quatro dos brasileiros presos por Israel anunciaram greve de fome. Além de Ávila, estão nessa situação João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles.



Via Revista Oeste

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