Após semanas internado no Einstein Hospital Israelita, o piloto e influenciador da aviação Lito Sousa voltou para casa, onde receberá cuidados paliativos para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Em vídeo publicado no YouTube, no último sábado (29/8), Lito comentou que sua casa estava sendo adaptada para comportar equipamentos que garantam o tratamento domiciliar. “Isso vai me ajudar muito a ficar perto do meu filho, e o meu filho tem um pensamento muito forte também, que vai me ajudar na recuperação cada vez mais rápida”, disse.
Segundo a assessoria de imprensa da família, Lito está em casa desde o dia 1º de setembro e dispõe de uma equipe com quatro enfermeiros que se revezam para dar suporte a ele 24 horas por dia.
O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)
A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença rara, degenerativa e sem cura. “É uma condição causada pelo acúmulo de príons no sistema nervoso, proteínas infecciosas que pode levar ao quadro de demência, alteração do movimento e alteração da deglutição, entre outros sintomas”, explica o médico geneticista Caio Bruzaca, da Centogene, empresa do ramo de diagnóstico genético e medicina de precisão.
“É uma doença dificilmente diagnosticada, pois pode ser confundida com outras doenças neurológicas mais comuns, como Parkinson e Alzheimer“, completa.
Cuidados paliativos
Não há tratamento específico para a DCJ — isto é, a doença não pode ser revertida, retardada ou curada por medicações. Por isso, o tratamento é paliativo, ou seja, voltado para dar suporte e conforto ao paciente.
Nesse sentido, que podem aparecer com a evolução do quadro, como a perda de equilíbrio, alterações visuais, espasmos, tremores e dificuldade para engolir e falar, além de mudanças de humor.
Em entrevista à VEJA SAÚDE publicada em maio, a geriatra Ana Cláudia Arantes Quintana, uma das maiores especialistas em cuidados paliativos do país, explicou a importância do método para pessoas com enfrentam doenças graves. “Os cuidados paliativos […] oferecem a esse paciente uma assistência integral para lidar com esse processo, aliviando dores, integrando a família, garantindo que a pessoa tenha qualidade de vida até seus últimos dias.”