O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que libertou o médico e ex-deputado estadual por Goiás, Iram de Almeida Saraiva Junior, preso sob suspeita de estuprar a filha de dois anos. A prisão, realizada pela Polícia Civil na quarta-feira, 1º, foi revertida no dia seguinte.
Em nota à imprensa, a defesa de Saraiva afirmou que a decisão judicial destacou a ausência de provas concretas sobre o crime e a falta de indícios suficientes de autoria.
A defesa também afirmou que confia no sistema judicial e acredita que, ao final do processo, a Justiça reconhecerá a inocência de Iram Saraiva.
Argumentos da defesa do ex-deputado
Durante seis meses de investigação, a Polícia Civil ouviu testemunhas, coletou laudos de um pediatra e de um psicólogo, além de escutar a criança.
O Ministério Público já apresentou denúncia, e a polícia apreendeu o celular do médico durante cumprimento de mandado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
A defesa atribuiu a denúncia a conflitos familiares. De acordo com o advogado, a ex-esposa acusou Iram de transmitir herpes à filha, porém, exames laboratoriais demonstraram que ele não possui o vírus. O laudo do exame de corpo de delito da criança não apontou sinais de violência.
O advogado Alexandre Mallet, que representa Saraiva, afirmou que o ex-deputado colaborou com toda a investigação, entregando senhas de dispositivos eletrônicos, nos quais, segundo Mallet, os investigadores não encontraram qualquer material ilícito.
O suspeito exerceu mandato como deputado estadual por Goiás pelo MDB de 1999 a 2007 e já foi vereador em Goiânia.
Iram Saraiva é oftalmologista e filho do ex-senador, deputado federal e estadual, além de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Iram Saraiva, falecido em 2020.