Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, falou nesta quinta-feira, 27, sobre a romaria no Senado para conseguir aprovação para a vaga.
Em entrevista, Messias afirmou que tem ido todo dia à Casa a fim de dialogar com os seus membros, independentemente de partido.
“Na condição de indicado ao STF, preciso conversar com todos os senadores e senadoras”, disse o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). “Não tenho tratado esse processo como de governo e oposição. Para mim, todos os senadores, dentro do processo constitucional de sabatina de um indicado a ministro do Supremo, devem ser procurados por mim. Devo me colocar à disposição.”
Messias enfatizou o respeito que sente pelo Senado — onde trabalhou por quatro anos como servidor cedido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) —, e afirmou que o processo de convencimento dos senadores por parte de indicados ao STF é “natural”.
“Gostaria de dizer do meu profundo respeito pelo Parlamento, da deferência que eu tenho por esta casa”, disse o indicado de Lula ao Supremo. “Em especial ao Senado, onde trabalhei por quatro anos cedido pela PGFN. Vou continuar fazendo meu trabalho com humildade, mas com muita fé.”

A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para 10 de dezembro. O presidente da Comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), nomeou Weverton Rocha (PDT-MA) para ser o relator da indicação. Caso aprovado na CCJ, o chefe da AGU precisará passar pela avaliação do Plenário do Senado, onde serão necessários 41 dos 81 votos.