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Israel responde a reconhecimento do Estado palestino

O governo de Israel classificou como “imoral, ultrajante e especialmente repugnante” a decisão de Reino Unido, Canadá e Austrália neste domingo, 21, de reconhecerem oficialmente o Estado palestino. A medida foi coordenada entre os três países, todos integrantes do G7, e tornou o Reino Unido o primeiro do grupo a adotar tal posição.

Gideon Sa’ar, ministro das Relações Exteriores de Israel, criticou duramente a decisão nas redes sociais. Ele considera que reconhecer um Estado da Palestina neste momento representa uma espécie de “prêmio” concedido ao grupo terrorista Hamas.

O posicionamento recebeu críticas também de familiares de reféns israelenses. Mandy Damari, cidadã britânica cuja filha esteve sequestrada por 15 meses, declarou à BBC que Keir Starmer, premiê britânico, “deu um prêmio aos terroristas”. Ela lembrou que “os reféns ainda não voltaram, a guerra não acabou, e o Hamas ainda está no poder em Gaza”.

“Os governos que decidiram fazê-lo depois de 7 de outubro e enquanto Israel ainda está empenhado em uma difícil campanha militar contra o Hamas e seus parceiros serão lembrados com vergonha eterna”, escreveu o ministro no X. “Isto é um prêmio para o Hamas e uma recompensa ao terrorismo. É também uma recompensa injustificada para a Autoridade Palestina.”

Reconhecimento de Estado palestino acontece em meio à guerra entre Israel e Hamas

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, defendeu publicamente a decisão ao argumentar que, diante da escalada da crise no Oriente Médio, o reconhecimento busca “manter viva a possibilidade de paz e uma solução de dois Estados”. Para ele, a medida visa a garantir um “Israel seguro e protegido ao lado de um Estado palestino viável”, conforme declarou em vídeo divulgado neste domingo.

No Canadá, o primeiro-ministro Mark Carney ratificou que a medida é “um passo necessário para preservar a solução de dois Estados”. A ministra das Relações Exteriores canadense, Anita Anand, ponderou que a normalização das relações diplomáticas com a Palestina dependerá de avanços em reformas democráticas e na desmilitarização por parte do novo Estado.

Em comunicado emitido antes de sua participação na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, Carney acrescentou que a postura de Israel dificulta o estabelecimento de um Estado palestino. Ele destacou a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, a ofensiva militar em Gaza — que, segundo ele, gerou “fome devastadora e evitável em violação ao Direito internacional” — e a declaração do governo israelense de que “não haverá um Estado palestino”.



Via Revista Oeste

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