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Greve de servidores técnico-administrativos atinge 50 universidades federais

Greve de servidores técnico-administrativos atinge 50 universidades federais

Pelo menos 50 das 69 universidades federais de todo o país enfrentam estado de greve parcial ou total de seus funcionários técnico-administrativos. A maior parte das mobilizações ocorre na região Sudeste (16 instituições), seguida do Nordeste (14), Sul (13), Norte (5) e Centro-Oeste (2).

O dado é de um relatório da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) divulgado nesta sexta-feira (17). A lista mostra paralisações que já duram dois meses, além de mobilizações que iniciaram no último sábado (18).

A categoria é representada por funcionários que atuam em áreas como bibliotecas, rádios, cantinas e hospitais universitários. Eles cobram o cumprimento de um acordo de 2024, com melhorias para aposentados e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. Hoje, a carga horária é de 40 horas semanais. Nos hospitais universitários, a categoria cobra a regulamentação do plantão de 12×60 (12 horas de trabalho para 60 horas de descanso, cerca de 10 a 11 plantões por mês).

No dia 15 de março, houve uma mobilização intitulada “Marcha da Classe Trabalhadora”, organizada pelo Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra. O ato misturou as pautas da categoria com outra que diz respeito à iniciativa privada: o fim da escala 6×1. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema avança Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, sob relatoria do deputado federal Paulo Azi (União-BA).

Há, ainda, o pedido para que o presidente Lula (PT) regulamente o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), benefício financeiro baseado na experiência e qualificação profissional.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Ministério da Educação e com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O espaço segue aberto para manifestação.

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