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Governo Trump oficializa ‘antifa’ como grupo terrorista

Uma nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump oficializa a classificação do movimento antifa como “organização terrorista doméstica”, conforme anúncio oficial da Casa Branca na segunda-feira, 22. O mandatário já havia sinalizado a intenção de tomar essa decisão em publicação feita na Truth Social no dia 17.

No comunicado oficial, Trump afirmou que o antifa “luta pela derrubada do governo dos Estados Unidos, das forças de segurança e do sistema judiciário”.

“[O antifa] recorre a meios ilegais para organizar e conduzir uma campanha de violência e terrorismo em todo o país com o objetivo de alcançar essas metas”, diz o texto divulgado pela Casa Branca.

Detalhes da ordem executiva de Trump

Donald Trump gesticula enquanto embarca no Air Force One, partindo para Nova York na Base Conjunta Andrews, Maryland, EUA – 11/10/2025 | Foto: Ken Cedeno/Reuters

A ordem detalha ainda que esse grupo “recruta, treina e radicaliza jovens norte-americanos para participarem dessa violência e da supressão da atividade política, utilizando depois mecanismos elaborados para esconder a identidade de seus integrantes, ocultar suas fontes de financiamento e operações, numa tentativa de frustrar a atuação das autoridades, e recrutar novos integrantes”, como consta no documento.

Trump determinou que órgãos e agências do governo federal passem a “investigar, interromper e desmantelar toda e qualquer operação ilegal — especialmente aquelas envolvendo ações terroristas— conduzida pela Antifa”.

A medida impacta coletivos que se declaram “antifascistas”, movimento que não possui estrutura centralizada de liderança. Em 2020, Christopher Wray, então diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) durante o primeiro mandato de Trump, declarou que o antifa representa uma ideologia e não uma organização formalizada.

O que é o antifa

Trump fez o anúncio dias depois do assassinato de Charlie Kirk, fundador da organização conservadora Turning Point USA e aliado próximo do republicano.

Setores da direita norte-americana apontam para o antifa como um dos principais responsáveis por fomentar o clima de hostilidade contra lideranças conservadoras. A morte de Kirk, somada a episódios de ataques violentos em protestos, fortaleceu o discurso de que o movimento antifascista é grupo de militância radical. Seus integrantes já foram ligados a confrontos violentos em manifestações no país, especialmente durante os protestos contra a morte de George Floyd, em 2020.

O termo antifa — abreviação de “antifascista” — não se refere a uma organização formal, mas a um movimento descentralizado de células radicais que atuam principalmente em protestos de rua. Seus integrantes se notabilizaram pelo uso da violência contra opositores políticos, destruição de patrimônio público e ataques coordenados contra forças policiais.

Nos Estados Unidos, a legislação sobre terrorismo prevê a classificação de organizações estrangeiras, não de grupos domésticos. O que existe é a possibilidade de órgãos como o FBI e o Departamento de Justiça investigarem ameaças domésticas à segurança nacional e processarem indivíduos por crimes relacionados ao terrorismo (conspiração, uso de explosivos e ataques contra autoridades).

Via Revista Oeste

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