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Estudante mata avós e ataca escola na Tailândia; oito mortos

Um estudante de 14 anos matou os próprios avós e, em seguida, abriu fogo dentro de uma escola na região metropolitana de Bangkok, na Tailândia, nesta sexta-feira (7). O ataque deixou oito mortos, incluindo o atirador, que tirou a própria vida após os disparos, segundo autoridades locais. As informações são da agência de notícias Reuters.

As vítimas na escola eram professores e funcionários da instituição de ensino. Além dos cinco mortos no colégio, os dois avós do adolescente foram encontrados sem vida na residência da família, elevando para sete o número de vítimas fatais provocadas pelo atirador. Com o suicídio do estudante, o total de mortos chegou a oito.

Outras 30 pessoas ficaram feridas, das quais nove permanecem em estado grave, de acordo com o governo tailandês.

O ataque ocorreu no colégio Debsirin Nonthaburi, localizado no distrito de Bang Kruai, nos arredores da capital Bangkok. A escola atende cerca de 3.100 alunos.

Ataque foi planejado, diz polícia

Segundo a Polícia Real Tailandesa, o adolescente utilizou uma pistola pertencente ao avô para cometer os crimes. Após matar os idosos em casa, ele seguiu até a escola e efetuou pelo menos 26 disparos antes de voltar a arma contra si. As autoridades informaram que ainda havia cerca de 30 munições disponíveis quando o estudante morreu.

O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que as investigações apontam que o ataque foi premeditado. De acordo com relatos prestados por um amigo do adolescente, ele enfrentava forte estresse relacionado aos estudos.

“As ações sugerem claramente que o ataque foi planejado”, declarou o premiê.

O chefe da polícia nacional, general Kittiratt Phanphet, afirmou que a precisão dos disparos chamou a atenção dos investigadores, já que diversas vítimas foram atingidas em regiões vitais do corpo. Esse aspecto também será analisado durante a investigação.

Pânico entre estudantes

Durante o ataque, alunos e professores buscaram abrigo em salas de aula enquanto ouviam os disparos. Uma testemunha relatou que os estudantes permaneceram escondidos até que policiais chegaram ao local e organizaram a retirada em segurança.

Um aluno de 18 anos contou que, inicialmente, imaginou que os barulhos fossem fogos de artifício.

“A princípio, não achei que fosse uma arma. Foram muitos tiros. Depois ficou tudo em silêncio e começou de novo”, relatou.

Imagens divulgadas por equipes de resgate mostram ambulâncias atendendo os feridos na área externa da escola, enquanto professores e estudantes deixavam o prédio em meio ao desespero.

Governo promete reforço na segurança

Após o ataque, o governo informou que será anunciado um plano de assistência psicológica para alunos, professores e funcionários da escola.

Este foi o segundo ataque a tiros registrado em escolas da Tailândia em 2026. Em fevereiro, uma professora morreu e um estudante ficou ferido em outro episódio de violência em uma instituição de ensino no sul do país.

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