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Entidade judaica critica nova fala Lula de contra Israel

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a ser criticado por representantes da comunidade judaica brasileira, depois de novamente se referir ao que chamou de “genocídio” cometido por Israel na Faixa de Gaza.

Lula reclamou, nesta segunda-feira, 22, em Nova York, do veto dos Estados Unidos, na quinta-feira 18, a um projeto de resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que exigiria um cessar-fogo em Gaza.

Foram 14 votos a favor das medidas na ONU. A exigência era para que Israel suspendesse todas as restrições à entrega de ajuda ao enclave palestino.

[O conflito entre Israel e Palestina] mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, disse Lula.

O presidente brasileiro deu a declaração durante a Conferência Internacional de Alto Nível para discutir a situação da Palestina. O evento ocorreu um dia antes de o petista discursar na Assembleia Geral da ONU.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) ressaltou que esta nova acusação do presidente ocorre durante a celebração do Ano Novo judaico.

“A Conib lamenta que, em pleno feriado do Ano Novo judaico, o presidente Lula mais uma vez faça acusações mentirosas contra Israel, agora em foro internacional”, declarou a entidade em nota oficial.

A instituição ressaltou que a atual postura da diplomacia brasileira não tem demonstrado o equilíbrio pela qual ela ficou conhecida até alguns anos atrás.

“Acusar judeus de matar mulheres e crianças deliberadamente é uma das mais antigas acusações antissemitas da história”, prossegue o comunicado da Conib. “E Lula faz isso desconsiderando os fatos e a tradição diplomática brasileira de moderação e busca do diálogo.”

Lula não cita ataque do Hamas a Israel

Para a Conib, a responsabilidade do grupo terrorista Hamas está sendo deixada de lado. “O trágico conflito no Oriente Médio começou há quase dois anos, depois de um ataque bárbaro e genocida de terroristas do Hamas contra civis israelenses, o maior ataque contra judeus desde o Holocausto.”

No final do texto, a entidade registrou novas críticas ao presidente brasileiro. A entidade cobrou postura firme do petista diante do grupo terrorista. “Se o presidente Lula está interessado no fim da guerra, deveria pedir que o Hamas devolva os reféns que mantém nas masmorras de Gaza há quase dois anos e que o grupo terrorista deponha suas armas”, afirmou a Conib. “Suas manifestações desequilibradas em nada contribuem para a paz na região.”

Via Revista Oeste

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