Um dos grandes nomes da história da cobertura de esportes no Brasil, o jornalista Claudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), em São Paulo, após quase um mês de internação para enfrentar uma infecção respiratória. Ele tinha 93 anos.
Nascido na Itália, mas radicado no Brasil desde a adolescência, Carsughi dedicou mais de sete décadas ao ofício, marcando época com reportagens e comentários sobre futebol e automobilismo no jornalismo impresso, radiofônico e televisivo.
O que se sabe sobre o problema de saúde de Cláudio Carsughi
A notícia da morte foi confirmada pela filha de Carsughi, a também jornalista Claudia, em uma postagem nas redes sociais: “meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, escreveu.
A causa exata da infecção não foi informada, mas problemas do tipo costumam ter origem em doenças virais ou bacterianas que prejudicam a respiração e, com frequência, acometem os pulmões, gerando quadros de pneumonia. Entre os grupos mais suscetíveis a complicações que podem levar à morte, estão os idosos, como era o caso do jornalista.
Infecções respiratórias tendem a se agravar na terceira idade devido a uma associada ao envelhecimento natural. Como consequência, problemas que na juventude costumam se resolver mais rapidamente podem acabar se prolongando, com um tratamento dificultado e a chance de infecções secundárias, que tornam o quadro ainda mais desafiador.
Problemas crônicos de saúde, como diabetes e cardiopatias, mais frequentes nessa faixa etária, também prejudicam a capacidade do organismo de reagir aos patógenos.
Carsughi foi “mestre” do jornalismo esportivo
Natural de Arezzo, na Toscana, , quando ainda tinha 13 anos. Apesar de ter se formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, desde cedo optou pelo jornalismo, transformando sua paixão pelos esportes em uma carreira que atravessou gerações.
A trajetória começou ainda na adolescência, cobrindo a Copa do Mundo de 1950 como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. Ao longo dos anos, ele também marcou presença em diversos veículos brasileiros, incluindo as rádios Jovem Pan e Bandeirantes e canais como ESPN e SporTV. Na mídia impressa, foi editor de Quatro Rodas e colaborou com publicações como Placar e Gazeta Esportiva.
O longo envolvimento de na cobertura de Copas do Mundo, corridas de fórmula 1 e outros eventos rendeu uma legião de admiradores inclusive entre os próprios esportistas, que o homenageavam com o apelido de Mestre Carsughi.